EDUARDO GRABOSKI

Sydney Sweeney prova que ser sex symbol é um ótimo negócio

Sydney Sweeney é atriz norte-americana e ganhou ainda mais destaque no filme 'A Empregada'
Sydney Sweeney é atriz norte-americana e ganhou ainda mais destaque no filme 'A Empregada' - Foto: Divulgação
Eduardo Graboski

por Eduardo Graboski

Publicado em 10/09/2026, às 11h22

A atriz americana Sydney Sweeney entendeu antes de muita celebridade que ser sex symbol não diminui uma carreira. Ela provoca, sensualiza, vira assunto, encara polêmicas e, principalmente, transforma tudo isso em negócio. Aos 28 anos, não é apenas uma das mais desejadas de Hollywood. É também uma das mais cobiçadas pela publicidade.

E é justamente aí que está o segredo. Sydney não tenta convencer o público de que sua beleza é irrelevante. Também não parece constrangida com cenas de nudez ou publicidades mais sensuais. Ela entendeu que ser uma das maiores sex symbols de sua geração não é exatamente um problema a ser resolvido. É um negócio. E dos bons.

Isso não significa que Sydney seja apenas um rosto bonito, ou só uma ‘gostosa’. Ela tem uma carreira sólida como atriz, virou protagonista de grandes produções e o filme A Empregada ultrapassou os US$ 300 milhões de bilheteria mundial. O diretor Paul Feig, aliás, já reclamou justamente de quem subestima seu talento por causa da imagem que ela carrega.



Mas talvez esteja aí o grande acerto de Sydney: ela não parece acreditar que precisa esconder sua sensualidade para provar que sabe atuar. Em A Empregada, essa imagem está presente. Na série Euphoria, também. Nas campanhas publicitárias, nem se fala. E ontem ela resolveu praticamente transformar essa tese em comercial.

Sydney aparece nua, coberta estrategicamente por bolas e itens esportivos, na campanha da Novig, plataforma americana de previsões esportivas. Seria apenas mais uma publicidade feita para viralizar não fosse por um detalhe maravilhoso: Sydney também virou parceira estratégica e acionista da empresa. Ou seja, ela não está apenas tirando a roupa, está colocando participação societária no bolso.

Sydney Sweeney - Foto: Reprodução
Sydney Sweeney - Foto: Reprodução

No ano passado, a campanha da American Eagle estrelada por Sidney virou assunto mundial por um trocadilho. Vieram acusações, debates políticos, textões e todo o tribunal da internet. O resultado? A empresa classificou a ação como a campanha mais bem-sucedida de sua história e contratou Sydney novamente.

Precoce, a atriz entendeu uma coisa simples que muita celebridade ainda não percebeu: provocar é uma estratégia; simplesmente aparecer é outra coisa.  Há uma multidão de famosas e subcelebridades tentando viralizar todos os dias. Usam pouca roupa, inventam declarações, produzem polêmicas e conseguem seus 15 minutos de “fama”. Ótimo. E depois? É aí que está a diferença.

A atenção só se transforma em carreira e dinheiro quando existe alguma coisa depois dela. Publicidade, produto, filme, marca, contrato, negócio... Sydney não vende apenas sensualidade, ela usa isso para aumentar o tamanho de tudo o que está ao redor dela.

Sydney Sweeney - Foto: Reprodução
Sydney Sweeney - Foto: Reprodução

No Brasil, guardadas as proporções, Deborah Secco sempre me pareceu entender isso. Nunca precisou fingir que não era sensual para ser levada a sério como atriz. Ao contrário: transformou espontaneidade, beleza, provocação e talento em uma imagem comercial extremamente reconhecível.

Sydney pertence a essa escola. Em tempos que todo famoso quer desesperadamente aparecer, viralizar e controlar a própria mídia, ela parece ter escolhido algo muito mais simples. Pode ser atriz, pode ser sex symbol. Melhor ainda quando dá para faturar sendo as duas coisas.


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