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Alexandre Correa fala sobre internação recente após pegar bacteremia: "Lutei para ficar vivo"

Marido de Ana Hickmann foi internado na UTI no Natal

Alexandre e Ana Hickmann detalharam sobre as dificuldades do fim do tratamento - Reprodução/Instagram
Alexandre e Ana Hickmann detalharam sobre as dificuldades do fim do tratamento - Reprodução/Instagram

Redação Publicado em 15/01/2021, às 08h58

Lutando contra um câncer no pescoço, Alexandre Corrêa, marido de Ana Hickmann, publicou um vídeo detalhando as dificuldades do fim do seu tratamento e sua volta para casa. 

No canal do Youtube da apresentadora, o empresário comentou sobre a situação pela qual passou: "No dia 17 de dezembro acabou meu tratamento oncológico. A rádioterapia e a químioterapia. Eu acabei o tratamento de uma maneira muito ruim. Fisicamente e mentalmente. Mentalmente eu estava destruído, e fisicamente, eu já me encontrava 18 quilos mais magro e extremamente cansado".

Ele continuou, explicando que foi informado que os dias seguintes ao términos dos tratamentos oncológicos seriam muito difíceis: "A piora veio. E veio e me pegou de frente. Foi um negócio que não imaginava que era possível sentir tanto enjoo, tanta fraqueza. Estava pesando 77 quilos". Alexandre narrou os momentos difíceis que sua família acabou enfrentando no Natal.

"A Ana fez uma ceia maravilhosa. Um negócio fantástico. A mesa mais linda que já fez até hoje. Vieram as irmãs da Ana, que frequentam a nossa casa desde a pandemia, meu irmão, a esposa dele e meus enteados, e meus pais. Família bem fechada, todo mundo fez teste de Covid, e todo mundo negativo. Eu não consegui almoçar no dia 24, e à noite, antes de receber o papai noel para o meu filho, desfaleci".

O empresário disse que apenas no dia seguinte acabou acordando, sentindo bastante mal estar. Eles estava contando com cuidados de enfermagem em sua casa, no qual optou para auxiliar seu pós-tratamento: "Sentia como se tivesse saído de uma trincheira de guerra. Me arrastava. Despertou preocupação em todo mundo".

"No dia 25, estava deitado na cama, comecei a sentir um calafrio muito grande, mal estar maior do que já sentia. Deu tempo de gritar o nome da Juliana (enfermeira) e desmaiei no banheiro. Ela interrompeu o almoço de Natal, foi desagradável. Eu morri de vergonha. Ela pegou o motorista que estava em casa, a Ana e voamos para o hospital. Demos entrada no hospital, e após série de exames concluiu-se que eu estava com uma bacteremia - presença de bactérias na corrente sanguínea - e a minha parte respiratória estava bastante afetada". 

O empresário precisou ficar internado, desde o dia 25 de dezembro até o último dia 7 de janeiro: "Passamos o Ano Novo juntos no quarto de UTI e ficamos nós dois lembrando dos bons Réveillons, das festas. No início me senti muito envergonhado de ter atrapalhado as festas. Não se faria nada por conta do distanciamento social, mas haveria uma pequena reunião de 7 ou 8 pessoas. Me senti muito envergonhado. Como a gente consegue fazer um estrago na vida social das pessoas por conta de um problema particular".

Ele recebeu alta e voltou para casa no dia 7 de janeiro e garantiu se sentir melhor: "Estou mais disposto. Amanhã volto a exercer minhas funções como empresário, dentro das limitações. Estou de alta hospitalar, mas não estou de alta médica. Tenho que ver os médicos toda semana. Vou tentar me recuperar". Ana Hickmann também relembrou momentos difíceis e afirmou que ele não estragou as festas de fim de ano da família.

"A verdade é que naquele dia 31 à noite, no hospital, quando estávamos nós dois e ele estava começando a ficar um pouco mais forte, disse para ele que não tinha estragado. Estava feliz porque estávamos juntos. Mais um ano novo juntos. Era só um pouco diferente do que estávamos acostumados a passar. Mais importante é que estávamos juntos". Ela lamentou que a parte mais difícil foi passar o ano novo sem o filho, Alexandre. "Ele só pôde ver o pai no dia 4, porque nos primeiros dias do Alê foram em quarto de UTI. Não era ambiente para ele e não poderíamos colocá-lo em risco".

O casal decidiu não deixar que o filho fosse visitá-lo, principalmente, por ele ser muito pequeno e ter apenas 6 anos: "A gente não queria que o Alezinho tivesse aquela imagem tão difícil do pai, porque ele já se assustou bastante quando saímos daqui". Alexandre Correa agradeceu o apoio de seus fãs e as orações para que ele melhorasse. "Lutei demais para ficar vivo. Lutei demais. Quase joguei a toalha no dia 25. Quando dei entrada na emergência no Einstein, falei: 'Acho que não vou aguentar mais. Estou indo embora. Estou fraco demais".

De acordo com o empresário, a doença deixou sequelas, bem como o tratamento oncológico: "Não nasce mais barba, não nasce cabelo aqui atrás. Tenho que usar raspado agora. Mas não importa. O que importa é que estou do lado da minha família, vou voltar a exercer as minhas obrigações, cuidar de meus colaboradores e funcionários, e de quem cuidou da empresa na minha ausência. Vou cuidar da minha família".

Alexandre revelou sobre o câncer no início de novembro e tem compartilhado a batalha contra a doença em suas redes sociais. O empresário, que tem um tumor no pescoço, falou recentemente que tem reforçado a ingestão de líquidos e mostrou hematomas no braço, resultado dos tratamentos de quimioterapia. 

 

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