ROBÉRIO DE OGUM

As dores do espírito e as dores da carne: uma reflexão necessária

Foto: Divulgação
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Robério de Ogum

por Robério de Ogum

Publicado em 29/10/2025, às 15h25

Existem duas dores que acompanham a nossa jornada na Terra: a dor da carne e a dor do espírito. A dor da carne, nós conhecemos bem. Ela pulsa no corpo, adoece os nossos órgãos, limita nossos movimentos. É a dor da matéria, da nossa roupa física, que um dia se desfaz e retorna ao pó.

Mas a dor do espírito… essa dói de um jeito que não se pode ver no exame médico. Ela dói na alma. Ela não lateja — ela silencia. Ela não inflama o corpo — inflama o coração.

A dor espiritual se manifesta quando perdemos a paz. Quando a nossa intuição deixa de nos guiar. Quando acordamos e já não sabemos qual direção seguir. Quando o amanhã parece pesado demais para ser construído.



É nesse momento que o nosso karma, a nossa missão aqui na Terra, passa a ser sentida como castigo — e não como aprendizado.

Sem paz de espírito, não conseguimos meditar, não conseguimos ouvir Deus, não conseguimos entender quem somos, de onde viemos e qual é o nosso propósito nesta encarnação tão curta, tão passageira.

A dor espiritual é a dor da falta de sentido. É olhar para dentro e não reconhecer mais a própria luz. É buscar respostas no mundo e esquecer que elas estão na alma.

Quando não cuidamos do que sentimos, o espírito grita. E esse grito, muitas vezes, desce para o corpo e vira doença da matéria. Porque toda dor da carne começa na alma. É o espírito pedindo socorro. É Deus chamando a nossa atenção para o que realmente importa.

Por isso, cuide da sua fé. Busque Deus antes mesmo de buscar o remédio. Fortaleça seu espírito todos os dias. Quando a alma encontra a paz, até o corpo aprende a se curar.

Que a luz do Pai e o axé dos Orixás curem nossa mente, nosso coração e tudo aquilo que a carne ainda não entende.

A cura começa no espírito. O corpo só acompanha. Axé!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do CENAPOP.