
por Robério de Ogum
Publicado em 13/10/2025, às 07h04
A fé, as crenças e o conceito de energia sempre caminharam lado a lado na espiritualidade. Ao longo da história, o ser humano buscou formas de se proteger e se conectar ao divino, recorrendo a símbolos, objetos, amuletos e até rituais cotidianos. Mas, afinal, como o espiritismo entende essas práticas? E até que ponto “energia” é um termo ligado à religião?
A fé é a base de qualquer prática espiritual. No espiritismo, a fé não é cega: é uma fé raciocinada, que se apoia na confiança em Deus, mas também na razão. Acreditar já transforma a forma como vivemos, porque a mente influencia diretamente nossas atitudes, nossa serenidade e até a forma como lidamos com dificuldades.
Práticas como carregar um amuleto, usar uma fita vermelha no pulso ou até cobrir o umbigo com esparadrapo para se proteger de “espíritos obsessores” são expressões da fé popular, são crenças. Do ponto de vista espírita, o objeto em si não tem poder sobrenatural: o que realmente atua é a fé que a pessoa deposita nele. O amuleto funciona como um canal de concentração da fé, uma âncora psicológica e energética.
Cobrir o umbigo, por exemplo, é um costume que ganhou força por acreditarem que é uma parte do corpo com sensibilidade energética. No espiritismo, não há dogma que determine essa prática, mas entende-se que a confiança e o estado mental de quem o faz já criam uma forma de proteção.
Muitos associam energia a um “campo invisível” que nos envolve. No espiritismo, o termo é usado mais no sentido de fluido espiritual, algo que todos nós emitimos de acordo com nossos pensamentos e sentimentos. Quando vibramos amor, gratidão e esperança, atraímos influências positivas; quando nos deixamos dominar pelo ódio ou pessimismo, acabamos sintonizando com vibrações mais densas.
Portanto, a energia não está ligada a um objeto ou ritual específico, mas ao que cultivamos em nosso íntimo. É como uma frequência: nós mesmos determinamos em qual estação vamos sintonizar nossa vida.
A religião organiza crenças, rituais e práticas comunitárias. A energia, por sua vez, é um conceito universal: não depende de religião para existir. Uma pessoa pode não ter fé formal em nenhuma tradição, mas se cultivar bons pensamentos e sentimentos elevados, vai irradiar energia positiva.
Amuletos, rituais e crenças populares podem ter valor simbólico e psicológico, mas a verdadeira proteção vem daquilo que cultivamos no coração e na mente. O espiritismo nos lembra que não são os objetos externos que nos livram do mal, mas a nossa fé em Deus, a prática do bem e o esforço diário em melhorar nossos pensamentos.
A energia que carregamos é, em última análise, reflexo de quem somos. Por isso, mais importante do que fita, pedra ou talismã, é a fé que movimenta o invisível e nos liga ao divino. Axé!
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do CENAPOP.

Robério de Ogum
Robério de Ogum é espiritualista, médium e vidente brasileiro, com mais de quatro décadas de atuação. É reconhecido por suas previsões sobre política, esporte, economia e a vida de celebridades, que repercutem na imprensa e nas redes sociais. Além das profecias, transmite mensagens de fé, esperança e espiritualidade, sempre ressaltando a força de Deus e das entidades que o acompanham @ogumroberiodeogum
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