ROBÉRIO DE OGUM

O que é efêmero diante da eternidade? Uma reflexão para hoje

Foto: Divulgação
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Robério de Ogum

por Robério de Ogum

Publicado em 10/09/2025, às 16h40

A vida na Terra é efêmera. Tudo aquilo que nos prende ao mundo material — a beleza física, as riquezas, as posições sociais — é passageiro, como o vento que sopra e logo se dissipa. O que hoje parece importante, amanhã pode se desfazer em pó.

Mas o espírito é eterno. Somos viajantes da imortalidade, cumprindo um aprendizado breve na escola do mundo. A missão que recebemos não é acumular o que é efêmero, mas cultivar o que permanece: o amor, a caridade, a fé e a luz que levamos dentro da alma.

O que hoje nos parece inabalável, amanhã pode se transformar em ‘nada’. A juventude dá lugar aos traços do tempo. A fortuna, por maior que seja, não compra a eternidade. A fama se apaga com o esquecimento dos dias. Mas o espírito, este sim, é eterno. Ele carrega a essência de quem somos e a soma de tudo aquilo que cultivamos na alma.



Nossa missão nesta vida não é acumular bens, nem construir impérios de pedra e ouro. É aprender a amar sem reservas, a praticar a caridade que transforma o coração, a fortalecer a fé que nos liga ao divino. Porque quando chegar a hora de partir — e ela chega para todos — nada do que é material atravessará o véu da eternidade conosco.

Palácios, moedas, roupas, prestígio: tudo fica. O que levamos é invisível aos olhos humanos, mas precioso aos olhos de Deus: os gestos de bondade, o perdão concedido, o sorriso oferecido em um dia difícil, o consolo dado a quem sofre, a luz que conseguimos acender em nós mesmos e nos outros.

A vida, por mais longa que pareça, é apenas um sopro no tempo infinito. Por isso, cada dia é uma oportunidade única de evoluir, de semear o bem, de compreender que o efêmero existe para nos ensinar a valorizar o eterno. O corpo envelhece, a matéria se desfaz, mas o espírito se expande, cresce e segue em sua jornada infinita.

Que saibamos viver com sabedoria, reconhecendo o valor daquilo que realmente permanece. Pois, no final, tudo o que passa é apenas cenário. A verdadeira riqueza está naquilo que construímos dentro de nós: amor, fé e caridade. Isso é eterno!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do CENAPOP.