ROBÉRIO DE OGUM

Robério de Ogum: Como nascem as visões do futuro?

Foto: Divulgação
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Robério de Ogum

por Robério de Ogum

Publicado em 15/09/2025, às 14h59

Muitos leitores me perguntam: “Robério, como acontecem as suas visões? Como é possível enxergar o que ainda está por vir?”. Essa é uma dúvida legítima, porque, no mundo material, vivemos acostumados a pensar apenas no que é palpável, concreto, imediato.

Mas a espiritualidade funciona de outra forma. E isso é fascinante. Não sou eu quem responde às perguntas ou anuncia uma previsão. Eu sou apenas um canal, um meio. Quem fala, quem revela, quem mostra, são os mestres e guias espirituais que me acompanham desde sempre, especialmente o Senhor Ogum.

Eles estão presentes em cada passo, e quando alguém busca uma resposta, eu invoco esses guias. A visão não nasce de um raciocínio lógico, nem de um palpite pessoal. É uma mensagem transmitida do plano espiritual.



E a visão não é algo instantâneo, como muitos acreditam ser. Uma previsão verdadeira se constrói com o tempo. Muitas vezes recebo sinais fragmentados: imagens, sensações, símbolos, pressentimentos. Aos poucos, com sensibilidade e entrega, esses sinais se unem até que a mensagem esteja completa.

É como observar o nascer do sol: primeiro, um clarão distante; depois, a luz vai crescendo até que todo o cenário esteja iluminado. E quem ilumina esse caminho são sempre os guias, o plano espiritual. Eu apenas empresto minha voz e meu corpo para que a mensagem chegue até você.

Um exemplo que costumo dar: quando faço uma previsão para um artista, ela não nasce hoje, agora. O que anuncio já vinha sendo mostrado há semanas, meses, às vezes anos. Os guias trabalham no tempo do espírito, que é diferente do nosso. Eles enxergam o que nós não vemos, e a cada consulta, a cada abertura, eles revelam um pouco mais.

Um exemplo que gosto de compartilhar é o de Fausto Silva, o Faustão. Muitos se lembram: anos atrás eu já havia alertado sobre problemas de saúde que o apresentador enfrentaria. Naquele período, ele estava bem. Apresentava seu programa, tinha uma vida normal, sem sinais de fragilidade.

Mas a espiritualidade havia me mostrado que ele passaria por provas físicas muito sérias. Algo inimaginável naquele momento. Depois veio a internação, a luta pela vida, o transplante de coração. E, em meio à desconfiança geral, anunciei que ele iria melhorar, que deixaria o hospital.

Naquele momento, quase ninguém acreditava. O estado era crítico, médicos e fãs estavam apreensivos. Mas o que foi revelado a mim se concretizou: Faustão melhorou, venceu a doença e teve sua alta. O plano espiritual não falha. Enxergamos além do hoje, muito a frente do que é real.

Isso aconteceu porque Faustão é uma alma velha, com muitas reencarnações. O plano espiritual me mostrou que sua missão ainda não estava concluída, e por isso ele teria força para superar todos os desafios. Falo do Faustão há pelo menos cinco ou seis anos, não é de hoje.

Por isso, gosto sempre de esclarecer: eu, Robério de Ogum, não adivinho nada. Eu transmito. Minha missão é dar voz ao que os guias mostram, seja em um recado de esperança, seja em um alerta de transformação.

As visões do futuro não pertencem a mim. Elas pertencem ao plano espiritual, aos mestres que me acompanham e que permitem que eu seja apenas o meio entre dois mundos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do CENAPOP.