ROBÉRIO DE OGUM

Robério de Ogum: alma gêmea e a razão do amor

Foto: Divulgação
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Robério de Ogum

por Robério de Ogum

Publicado em 31/10/2025, às 16h43

Há momentos em que o coração fala mais alto do que a razão – e é aí que começa o verdadeiro dilema: ouvir a voz da mente ou a voz do amor? A mente tenta ser lógica, mostrar as turbulências, as diferenças, as dores.

Ela pergunta, com frieza, se realmente vale a pena insistir. Mas o amor não se explica. Ele apenas existe. Ele lembra que o sentimento já está ali e que talvez nem tenha nascido nesta vida. O amor vem de longe, das memórias que o espírito guarda em silêncio, dos abraços que o tempo não apagou, das vidas que se reencontram quando o destino resolve insistir.

Talvez a missão das almas gêmeas seja justamente essa: reencontrar-se para curar o que ficou pendente, viver o que não foi possível antes, construir a história que o tempo, em outras existências, interrompeu. Mas ninguém disse que seria fácil. As almas se reconhecem, mas as personalidades se estranham.



E é nesse choque que mora o aprendizado. Porque um amor verdadeiro não é tranquilo – ele é transformador. Ele exige paciência, fé, entrega e evolução. É o tipo de amor que não busca o “felizes para sempre”, mas o “crescemos juntos”.

Amar, às vezes, é aprender a ceder: metade eu, metade você. É entender que o tempo de um precisa se ajustar ao tempo do outro, que o olhar precisa enxergar mais esperança do que cobrança e que a oração pode ser o elo mais forte entre duas almas que se amam. Peço a Deus, sempre, que nos ensine a amar com sabedoria e que nos faça lembrar que somos alma antes de sermos carne. Porque quando o amor é de alma, o destino já está escrito – e nenhuma distância consegue desfazer o que o espiritual abençoou.

O coração sabe: não existe felicidade completa quando uma alma está longe da outra. Deus nos fez o amor da alma, do espírito e da carne. E enquanto houver vida, esse amor seguirá vivo – em mim, em você e em tudo o que o Axé sustenta.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do CENAPOP.