Juliana Alves volta a reclamar da falta de verba para o carnaval do Rio: “Cortar direitos não é o remédio”

Juliana Alves é rainha de bateria da Unidos da Tijuca – Foto: Reprodução/ Instagram

Rainha de bateria da Unidos da Tijuca, Juliana Alves voltou a usar sua página no Instagram, nesta quarta-feria (21/06), para criticar o corte de 50% nos verbas destinadas às escolas de samba do Rio de Janeiro para o carnaval 2018.

Na rede social, a atriz publicou um texto em que diz que o povo brasileiro “se deixa alienar” e “caem em contos e mentiras de políticos”.

Na mensagem, Juliana justifica que a solução não é “cortar os direitos” das pessoas, e sim “combater a corrupção os privilégios”:

“É impressionante o quanto boa parte da população brasileira se deixa alienar. Caem em contos e mentiras de políticos, não conseguem ter um senso crítico em relação ao que veem no jornal e principalmente, caem em verdadeiras chantagens de certos governantes”, escreveu.

“Chantagens justificadas pelo momento de crise. E o povo acreditando nesses falsos salvadores, vai entubando, se achando entendedor e nivelando suas vidas cada vez mais por baixo. Tudo isso é fruto do medo e da ignorância”, continuou.

“Não. Quem te governa hoje não está fazendo tudo pelas criancinhas, nem pelos aposentados, nem pela saúde da população!!! #acorda #seliga Querem que você não valorize seu conhecimento, sua cultura e seus sonhos. Porque assim, você é massa de manobra deles”, opinou.

“Eles defendem seus próprios interesses, de seus grupos e no caso da maioria, sua corrupção. Cortar seus direitos não é o remédio. Combater a corrupção e aos privilégios sim. Me esforço pra não perder as esperanças. Não vou perder”, completou.

Juliana Alves é rainha de bateria da Unidos da Tijuca – Foto: Reprodução/ Instagram

Na última segunda-feira (19/06), Juliana Alves já havia se manifestado sobre o assunto em suas páginas nas redes sociais. O post ganhou apoiadores:

“Samba é cultura! É arte! É espetáculo! Vem ser feliz!”, escreveu um seguidor. “Orgulho demais de você! Que os impostos venham das grandes empresas, igrejas. Deixe o nosso carnaval em paz!”, comentou uma fã. “Carnaval gera muita renda, e não prejuízo”, disse outra internauta.

A questão, no entanto acabou dividindo opiniões. Alguns dos seguidores da atriz também aproveitaram para defender o corte na verba destinada às escolas de samba:

“Deveríamos nos preocupar com hospitais e escolas e não com carnavais!”, apontou uma seguidora. “A gestão municipal está correta na contenção. As pessoas não têm noção da crise gerada pela corrupção… Parabéns ao Prefeito”, defendeu um seguidor. “Já ouviu falar em prioridades? Eu hein! Amo arte, mas preciso do necessário. Sou servidora pública e moção para o caos da educação pública estadual. Pelo amor de Deus, menos!”, pediu uma internauta.

Boicote ao Carnaval do Rio

Na última semana, a LIESA (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) publicou um comunicado em que ameaça suspender os desfiles de 2018 caso a prefeitura decida manter a decisão de cortar pela metade as verbas destinadas às Escolas de Samba cariocas.

Após o comunicado, membros, dirigentes e diretores de agremiações publicaram imagens de protesto em suas páginas nas redes sociais. Alguns pediram para a população ir para a rua para protestar, ao lado da frase “não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar”.

Em 2017, as agremiações do Rio receberam R$ 24 milhões para custeios gerais. Em 2018, metade dessa verba deverá ser usada para melhorar a merenda e o material escolar das crianças de creches conveniadas ao município.

Prefeito manteve o corte

Ainda na segunda-feira (19/06), o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, voltou a reforçar que não abrirá mão do corte de 50% na verba até então destinada ao carnaval.

Ao jornal Estadão, ele ainda criticou o aumento dado pela prefeitura às agremiações em 2016, durante o governo de Eduardo Paes (PSDB), que aumentou o subsídio de R$ 1 milhão para R$ 2 milhões:

“Acho que vou criar o bloco é conversando que a gente se entende. Estamos enfrentando uma crise, e as crianças e as creches são prioridade”, declarou.

“Temos que reavaliar e corrigir os custos do ano passado, quando houve um aumento no subsídio em um momento de euforia. Cólicas não são para desanimar. As cólicas de uma mulher que vai dar à luz são redentoras”, disse.

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