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Pathy Dejesus cria grupo 'Mulheres Pretas Falam' para debater sobre autoestima negra

Atriz descobriu o Clubhouse, rede social baseada em conversas por voz

DJ criou um dos primeiros clubes brasileiros ao lado de outras cinco mulheres negras - Reprodução/Instagram
DJ criou um dos primeiros clubes brasileiros ao lado de outras cinco mulheres negras - Reprodução/Instagram

Redação Publicado em 19/05/2021, às 09h04

A atriz e DJ Pathy Dejesus decidiu criar um grupo no Clubhouse, rede social baseada em conversas por voz, que viralizou no início deste ano, para poder falar sobre autoestima negra ao lado de outras cinco mulheres negras. 

Entitulado 'Mulheres Pretas Falam', o grupo possui uma programação semanal diversa com encontros que chegam a ter mais de 1.400 pessoas. Junto com ela estão Andressa Cabral, Deh Bastos, Amanda Graciano, Gabriela Vallim e Nana Maia. Ativa em outras redes sociais, Pathy explicou que essa é a primeira vez que ela se identifica com outra redesocial:

"Vi no ClubHouse um espaço de conversas diversas e reais, você só tem a sua voz, não estou ali com um selo de verificação e me dá mais autonomia. Entro e saio das salas quando eu quero, participo enquanto faço outras coisas no meu dia a dia...você tem a oportunidade de se conectar e to até um pouco viciada", contou ela à revista Marie Claire. Nele, ela convidou o grupo de amigas para poder transformar a sala em um clube:

"Nos dividimos nas moderações das salas e as mulheres negras são sempre a maioria entre as speakers, mas o espaço é sempre aberto para as mulheres não negras e homens". Com 2,4 mil seguidores em salas fixas, que contam com nomes como 'Turbante Apertado', versão black do 'Saia Justa', do GNT. Além do 'Rádio da Pathy', 'Afrobaphos', 'Maternidades Plurais', Sala Safada, 'Pretas pelo Mundo', entre outras diversas.

"Vamos de temas sérios a assuntos leves e a programação vai das 6h da manhã até a madrugada", revela. A atriz também falou sobre a importância de conectar outras pessoas, principalmente mulheres negras, que tem chances de serem ouvidas e terem suas lutas reveladas mesmo que o espaço fosse minoria: "São poucas vozes negras equiparadas as não negras, mas é importante continuar o debate das pautas raciais por quem está dentro do ClubHouse."

"E foi por isso que conseguimos abrir nosso clube tão rápido. Falamos das nossas realidades e tentamos ecoar as vozes até que todos possam fazer parte. Qualquer espaço que um ou mais de nós possa ser ouvida é válido. Eu entendo o lugar que ocupo, penso no que posso fazer de positivo e agora agregar outras mulheres negras que estão chegando", completou. 

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