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Malu Galli, no ar em "Além da Ilusão", reflete sobre feminismo e igualdade de gênero

Malu Galli interpreta Violeta, mulher à frente de seu tempo em novela dos anos 1940

Atriz celebra a sororidade e feminismo, e afirma que objetivo das mulheres é ter direitos entre os gêneros - Foto: Reprodução
Atriz celebra a sororidade e feminismo, e afirma que objetivo das mulheres é ter direitos entre os gêneros - Foto: Reprodução

Redação Publicado em 24/02/2022, às 08h30

A atriz Malu Galli, intérprete de Violeta em Além da Ilusão, fez uma reflexão sobre o feminismo e o direito entre os gêneros ao falar da personagem, que enfrenta machismo da sociedade e do próprio sócio, vivido por Marcello Novaes

Mulher à frente de seu tempo na produção que se passa nos anos 1940, Galli explica: "A novela se passa nos anos 1940, quando a mulher tinha acabado de ganhar o direito ao voto, e faz muitas analogias aos dias de hoje. Uma delas é a questão da Violeta como líder de uma empresa. Tantos anos depois, as mulheres ainda enfrentam desconfianças no mundo corporativo."

"Existem diversas outras questões que ainda enfrentamos. O que acontece é que hoje está sendo mais discutido. E nos unimos, temos a sororidade, o feminismo. O nosso objetivo é ter a igualdade de direitos entre os gêneros. Não queremos nada a mais", garante ela, em conversa com a coluna de Patrícia Kogut, do jornal O Globo. A atriz ainda afirma sentir pesar pela nova geração, mesmo com os avanços sociais durante os anos.

"Eu era criança numa época de ditadura, mas mesmo assim a gente tinha mais esperança de que as coisas fossem melhorar. Eu era muito sonhadora. Hoje, estamos com uma perspectiva de futuro muito ruim. Mas eu ainda acredito no poder de mudança dos mais jovens. Essa é uma força importante", disse. Atualmente casada com o artista plástico Afonso Tostes, com quem tem um filho, Malu lamentou a saída do rapaz da casa dos pais e a decisão de ir morar sozinho.

"Num primeiro momento foi muito difícil. É um ciclo que acabou. Mas, ao mesmo tempo, é uma descoberta tão interessante, com tantas possibilidades boas. Fomos vendo que a mudança não seria tão radical. Ele mora perto. Somos uma família pequena, só nós três, e muito unidos. Eu tenho orgulho do meu filho. Ele é uma pessoa politizada e preocupada com as desigualdades de gênero e sociais", completou.