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Era Uma Vez Um Sonho (Netflix, 2020) | Crítica

Glenn Close e Amy Adams em cena de "Era Uma Vez um Sonho", filme da Netflix
Glenn Close e Amy Adams em cena de "Era Uma Vez um Sonho", filme da Netflix - Foto: Reprodução / Netflix

Redação Publicado em 24/11/2020, às 10h23

"Era Uma Vez Um Sonho" foi vendido junto ao público como a mais nova aposta da Netflix para a temporada de prêmios que começará em algumas semanas.

Com a pandemia do novo coronavírus, vários filmes que certamente estariam no páreo para a disputa do Oscar ficaram de fora por causa dos adiamentos. Portanto, seria a chance da produtora de tentar emplacar seu primeiro Oscar de Melhor Filme com um drama pesado sobre uma família disfuncional.

O filme conta a história de J. D. Vance (Gabriel Basso), um jovem estudante em Yale que trabalha em três empregos para conseguir pagar as suas contas. Um dia, ele recebe o aviso de que sua mãe, Bev (Amy Adams) está doente por causa de uma overdose de heroína. A partir de então, o rapaz revisita as suas memórias para refazer sua trajetória de vida no interior dos Estados Unidos ao lado da mãe e da avó (Glenn Close), quando esteve no meio de uma família fraturada por problemas financeiros e sociais dos mais diversos.

Os sonhos (sem trocadilhos) de Amy e Glenn de vencer um Oscar terá de ser adiado. "Era Uma Vez Um Sonho" é um filme extremamente pesado, carregado, em que todos parecem tentar atuar da forma mais forçada possível. O título original significa "elegia caipira", fazendo referência aos norte-americanos que residem e crescem em regiões consideradas interioranas naquele país. Mas deles, sobra apenas a caricatura.

Adams e Close, que eram a aposta certa da Netflix para as premiações, estão muito níveis acima do que hoje se considera um trabalho equilibrado, sutil. Se há algo que falta nas duas, é sutileza.

Veja a nossa opinião completa sobre o filme aqui:

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