Influenciadora usa a planta para tratar ansiedade e insônia

Redação Publicado em 06/02/2026, às 04h07
A influenciadora Hana Khalil, de 29 anos, que participou do BBB 19, contou que fuma maconha desde os 15 anos 一 de forma recreativa e medicinal, para tratar ansiedade, insônia e endometriose.
A ex-BBB falou sobre o assunto em uma entrevista à revista Breeza:
“A minha relação com a canábis é de longa data. O primeiro baseado que fumei foi quando tinha 15 anos. A minha relação com a canábis é um pouco recreativa, mas também me trato de várias formas”, explicou.
Hana acrescentou: “Já usei em gotas, já usei em goma, já usei… inclusive, tenho a Humora, uma maravilhosa parceira também, que tem produtos incríveis, suplementos, que não estão atrelados ao THC”, continuou.
A influenciadora explicou que fuma maconha todos os dias: “Tenho um padrão de canabidiol, com prescrição, porque tenho muita ansiedade, muita insônia e tenho também endometriose, que dá muita cólica, que precisa da planta e isso me atendeu sempre muito bem em diversas questões terapêuticas, mas com recreativo, não vou mais conter isso: fumo maconha todos os dias, é uma coisa que tá na minha rotina, amplia muito meus horizontes criativos. (…) Tenho minhas ressalvas também a fazer sobre o consumo de maconha, aqui (no Brasil) a gente não tem acesso a plantas legalizadas, então fica difícil da gente acessar o que é bom para ansiedade e o que não é”, ressaltou.
Hana Khalil defendeu ainda a importância de levantar a bandeira da canábis, e disse que fica muito incomodada com a “incoerência social” em torno do tema.
“Acho que de uns tempos para cá, eu me lancei nessa outra pauta, que para mim é importante não só por fazer parte de mim, mas porque, gente, eu tenho uma questão pessoal, tem muitos alcoolistas na minha família, vários não estão mais aqui. E é perturbador saber que, enquanto a gente pode fazer publicidade de álcool, enquanto a gente pode colocar álcool estampado nas coisas e incentivar, estimular, ainda que beba com moderação, a gente sabe que não é essa a verdade. A vida das pessoas acaba devido ao álcool, muitas, muitas pessoas. E a gente não consegue conversar muito sobre isso, porque é uma coisa vista como socialmente autorizada”, opinou.
A ex-BBB prosseguiu: “Acho extremamente contraditório a gente poder falar sobre álcool, a gente poder estampar as paredes de ‘beba com moderação’, sendo que sei que para as pessoas da minha família que têm uma questão com álcool, é totalmente delicado, é um gatilho, enquanto a gente não pode falar sobre consumir maconha, que é algo que não tem riscos, e os estudos estão aí para confirmar isso. Obviamente, a fumaça a longo prazo oferece riscos, a gente tem essas questões, mas, ainda assim, ela não está nem equiparada ao tanto de gente que morre por causa de álcool”, finalizou.
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