Tayane Dalazen precisou tomar antitetânica e antibiótico

Redação Publicado em 29/01/2026, às 03h47
Mordida por um tubarão durante um mergulho guiado no mar de Fernando de Noronha (PE), a advogada Tayane Dalazen, de 36 anos, contou que ficou consciente o tempo inteiro após o incidente (veja o momento abaixo).
Em entrevista à Marie Claire, ela explicou que sabia da possibilidade de um ataque, apesar de a espécie ser conhecida por não atacar humanos:
“Sempre tive plena consciência de que se trata do habitat de animais selvagens e que, embora não seja uma espécie conhecida por ataques frequentes, riscos existem. Eu já havia mergulhado duas vezes com essa espécie nas Maldivas e sabia que se trata de um tubarão considerado não agressivo”, contou.
Tayane acrescentou: “Eu estava em apneia, mergulhando sem respirar, quando senti uma mordida muito forte no quadríceps da minha coxa direita. Na mesma hora, tive certeza de que se tratava de um tubarão, já que estava nadando entre eles. O episódio foi atípico por dois motivos: primeiro, por não ser comum essa espécie morder; e, segundo, porque ele não me soltou de imediato. Permaneci submersa enquanto o animal manteve a mandíbula presa à minha perna por alguns bons segundos”, continuou.
Segundo a advogada, o tubarão só soltou sua perna após o guia que a acompanhava no mergulho intervir.
“A primeira coisa que fiz ao subir à superfície foi olhar para a minha coxa. Quando vi que ela estava inteira e que havia apenas as marcas dos dentes do tubarão, a dor imediatamente se transformou em gratidão. Senti um êxtase difícil de descrever. Naquele momento, não consegui mais pensar no lado negativo da mordida. Fiquei profundamente grata por nada pior ter acontecido”, explicou.
Levada para um pronto-socorro local, Tayane teve o ferimento higienizado, tomou a vacina antitetânica e iniciou o tratamento de 21 dias com antibiótico, além de levar pontos no local da mordida para conter o sangramento.
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