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Franklin David recusou R$ 20 mil por coleção de revistas Playboy: “Achei muito pouco”

Edição com Tiazinha e Joana Prado estão entre as favoritas do apresentador

Franklin David tem coleção com mais de 900 revistas Playboy - Foto: Arquivo pessoal
Franklin David tem coleção com mais de 900 revistas Playboy - Foto: Arquivo pessoal

Redação Publicado em 18/02/2022, às 14h27

Colecionador de Playboy há muito tempo, Franklin David contou que rejeitou uma proposta de R$ 20 mil reais pelos mais de 900 exemplares 一 alguns icônicos, como as edições de Betty Faria, Xuxa e Mara Maravilha 一 que guarda em seu apartamento, em São Paulo.

“Achei que R$ 20 mil era muito pouco”, disse o apresentador, que não sabe estimar um valor para a coleção.

Franklin contou que conheceu a revista Playboy aos 11 anos: “Eu conheci a revista primeiro pela TV, porque via todo aquele glamour das estrelas de capa no programa da Hebe e do Gugu. O Fantástico exibia os bastidores dos ensaios. A Playboy era muito forte. Meu primeiro contato com uma revista física foi aos 11 anos, com algumas que o meu tio tinha. Achava incrível todo aquele cuidado com a mulher, de tratá-la como uma grande estrela merece ser tratada, por ver que a fotografia possuía sensibilidade, uma história no ensaio”, explicou.

Franklin David nos bastidores do ensaio de Vanessa Mesquita para a Playboy
Franklin David nos bastidores do ensaio de Vanessa Mesquita para a Playboy - Foto: Arquivo pessoal

 

Segundo o artista, a revista foi uma das responsáveis por ele ter se tornado fotógrafo e apresentador de televisão.

“Sonhava ter um programa como o extinto H (de Luciano Huck, exibido na Band de 1996 a 1999), com personagens como Tiazinha e Feiticeira, que pudessem estampar a capa da Playboy. Comandar um programa que rendesse capas de Playboy seria sinônimo de sucesso, porque era como se a mulher, ao fazer a capa, estivesse recebendo um título de estrela maior”, revelou.

Franklin David tem coleção com mais de 900 revistas Playboy
Franklin David tem coleção com mais de 900 revistas Playboy - Foto: Arquivo pessoal

 

Apaixonado pela publicação, ele tentou criar uma banca de jornal em sua cidade, Botuporã, no interior da Bahia, para conseguir as revistas mais rápido, porém, por conta dos gastos, a ideia não vingou:

“Eu viajava 3h para comprar a Playboy do mês, indo até a cidade mais próxima com banca e pegava carona com conhecidos que estavam indo para lá. Só que tinham meses em que não conseguia, não tinha dinheiro para a viagem, então foi aí que tive a ideia de virar assinante da revista, que era para maiores de 18 com 12 anos (risos). Peguei os documentos do meu tio escondido, liguei para a Editora Abril e fiz a minha assinatura sem que ninguém soubesse. Só depois que chegou a primeira revista é que contei para minha mãe. Eu também me comunicava com a publicação por cartas, sempre mandando uma sugestão de capa para eles e sempre me respondiam”, contou.  

Encontro com Isadora Ribeiro

Exímio colecionador, Franklin David revelou que conseguiu alguns exemplares até antes mesmo das modelos de capa, como aconteceu com Isadora Ribeiro.

“Uma vez estive com a Isadora Ribeiro e levei as revistas e edições especiais para autografar. Quando mostrei, ela ficou em choque, pois nem ela tinha os exemplares”, lembrou.  

As favoritas

Dentre as centenas de edições, as favoritas são as de Suzana Alves, a Tiazinha, e Joana Prado, a Feiticeira, ambas do Programa H. Outras como Vera Fischer, Scheila Carvalho e Sheila Mello, Carla Perez e Maitê Proença também têm lugar especial na prateleira.

Franklin David tem coleção com mais de 900 revistas Playboy
Franklin David tem coleção com mais de 900 revistas Playboy - Foto: Arquivo pessoal

 

Trabalho na Playboy

A maior realização veio quando Franklin teve a oportunidade de trabalhar na redação da Playboy, onde participava de negociações, escolha de ensaios, produção e até da seleção de fotos:  

“Como um apaixonado, tinha domínio de absolutamente todas essas áreas e tive a liberdade dos profissionais da revista para que eu pudesse criar. Essa foi uma época que se deixasse eu nem dormia, só produzia, tamanha satisfação profissional em poder trabalhar lá. Precisei, claro, separar o amor do profissionalismo, em vários momentos, mas foi incrível. Fui responsável pela última capa da revista aqui no Brasil, imagine a emoção?! Tentei reproduzir a capa da Débora Rodrigues, ex-militante do MS, colocando a Rita Mattos (a “Gari Gata”), mas infelizmente eram épocas diferentes e o impresso já sofria com a chegada da Internet”, completou.

 

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