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Ex-boia fria mineira conquista passarelas e é queridinha da Dolce & Gabbana

Natalia Machado deixou a roça para se tornar modelo de grifes

Entre a infância e adolscência, Natalia acordava às 4h para ajudar o pai na lavoura - Reprodução/Instagram
Entre a infância e adolscência, Natalia acordava às 4h para ajudar o pai na lavoura - Reprodução/Instagram

Redação Publicado em 09/12/2020, às 08h06

Natalia Machado, ex-trabalhadora rural, deixou a roça e se tornou modelo queridinha de grifes como Dolce & Gabbana. De acordo com a reportagem do Jornal Extra, Natalia costumava acordar às 4h e cuidava de galinhas e porcos, ou ajudava o pai na lavoura, durante toda sua infância e adolescência.

A modelo foi criada em Abadia dos Dourados, cidade pequena do Triângulo Mineiro, e sonhava com uma carreira como a de mulheres que via nas revistas que chegavam, de vez em quando, na roça. Hoje, Natalia, 23, inspira várias meninas que, assim como ela, querem deixar o trabalho rural para encarar a passarela:

"Muitos falavam que eu deveria ser modelo, mas a vida era simples e eu morava afastada. Subia num morro pra poder telefonar! Não tinha Internet, nem redes sociais. O acesso à informação era difícil e eu não sabia como poderia ir em busca. Colocava o salto da minha mãe e ficava me imaginando na passarela". Natalia se mudou para uma cidade maior assim que terminou a escola, fez um cursinho em Uberlândia e buscou se informar como realizar o sonho que dividia com os bezerros da fazenda.

"Comecei a me informar, seguir as agências, e foi então que, em 2016, a WAY Model me viu. Logo recebi um convite para fazer uma avaliação em São Paulo, então resolvi tentar", contou ela. Os trabalhos foram acontecendo no Brasil, e em alguns anos a modelo conseguiu os primeiros contratos internacionais, tornando-se a queridinhas de grifes como Dolce & Gabbana, para o qual já desfilou na Semana de Moda de Milão e fotografou também. 

Ela se lembra bem da vida que tinha no campo e diz ter saudade: "Desde sempre, cultivamos o que vamos comer. Eu capinava, plantava e colhia alface, tomate, mandioca, arroz. Tudo o que a terra dá. Pescava, fazia queijo, coalhando o leite que tirávamos das vacas, fazendo todo o processo que aprendi com meus pais. Iniciava os trabalhos com meu pai, em torno de 4h30 da manhã, para tirar o leite das vacas. O trabalho era pesado, mas, para mim, era habitual. Eu faria o que fosse necessário para poder ajudar em casa. Depois, ia para escola, onde passava o resto da manhã, e à tarde voltava a ajudar nos afazeres da fazenda".

Apesar de acabar se tornando uma mulher cosmopolita, ela não deixa as raízes de onde veio para trás: "Sempre que volto 'pro mato', recarrego as energias. Me conecto com o calmo, com o natural e o orgânico".