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Bruna Linzmeyer relata lesbofobia de psicanalista durante quatro anos: "Ela me fez duvidar de mim"

Bruna Linzmeyer afirma que sua autoconfiança foi danificada aos poucos

Atriz revelou que experiência foi uma maneira de ajudar outras mulheres - Reprodução/Instagram/@brunalinzmeyer
Atriz revelou que experiência foi uma maneira de ajudar outras mulheres - Reprodução/Instagram/@brunalinzmeyer

Redação Publicado em 14/09/2021, às 10h05

Bruna Linzmeyer, de 28 anos, relatou ter sofrido lesbofobia de psicanalista, durante quatro anos em um consultório, e contou que frases preconceituosas ditas a ela acabaram danificando sua autoconfiança aos poucos. 

Ao jornal O Globo, a atriz diz que ouviu da analista que ela "não era lésbica" e que "isso era uma fase", afirmando que o tipo de opressão é violento, que gradualmente acabou abalando sua confiança: "Quando vi, eu não dançava mais, não bebia, não amava, não me divertia mais. Parei de escrever, de fazer meus projetos. Falei: "O que aconteceu comigo?". Olhei para trás e tinha vivido anos de um abuso que tive dificuldade em perceber."

Ela prosseguiu: "Tenho uma amiga que viveu uma frase feita. Ficou um mês e meio até a psicanalista falar: 'O que você precisa é de um caminhoneiro e não de um caminhão'". Linzmeyer afirma que a analista acabou sugando sua autoconfiança.

Ela me fez duvidar de mim, da minha escolha, do meu desejo, da minha autoidentificação. Dessas frases feitas, ela disse: "Só um falo pode substituir outro falo". Oi? Há algo muito falocêntrico, que só valida as relações que têm pênis. A coisa mais agressiva que ela disse e diz muito sobre o mundo que a gente vive, foi: "Você não é lésbica". Imagina alguém falar para você: "Maria, você não é mulher".

A atriz revela que se sente pertencente à comunidade sapatão: "Ser sapatão traz a oportunidade de se ver. Porque a gente é educada para ser uma coisa e nem se pergunta se quer. Amar homem, transar com homem, querer trabalhar com homem. A gente quer tudo com os homens. Se apaixonar por uma mulher é adentrar um mundo em que o centro dele não é um homem, mas nós. Comecei a me questionar sobre o que me ensinaram", disse.

Bruna revelou que a experiência foi uma maneira de ajudar outras mulheres, tornando-se uma importante influência no movimento LGBTQIA+. Ela costuma ajudar, encorajar e acolher nas redes sociais, criando até mesmo o programa "Brindr", inspirado no app de relacionamento "Grindr".

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