Crítica: Meu Nome é Dolemite traz a melhor atuação da carreira de Eddie Murphy

Crítica: Meu Nome é Dolemite traz a melhor atuação da carreira de Eddie Murphy - Foto: Reprodução/Netflix

Crítica: Meu Nome é Dolemite traz a melhor atuação da carreira de Eddie Murphy – Foto: Reprodução/Netflix

Eddie Murphy apareceu bem pouco nos últimos dez anos. Fez algumas comédias “para a família” e mais nada. Meu Nome é Dolemite, filme que estreia na Netflix nesta sexta (25/10), o traz de volta envolto de glória.

Desde quando parou de fazer stand-up e os filmes que foram marcos dos anos 80, como Um Príncipe em Nova York e Um Tira da Pesada, Murphy foi perdendo espaço no esquema hollywoodiano e também na cabeça do público. Com seu novo trabalho, ele dá fim a um hiato que o deixou fora de grandes produções nos últimos anos e também nos lembra o motivo dele ser um humorista tão festejado. Aqui, ele entrega seu melhor trabalho na tela grande.

Trata-se de uma volta de Murphy às suas raízes: humor desbocado, mas sempre de olho em questões sociais. Além disso, Meu Nome é Dolemite traz de volta a vida e a obra de um dos pioneiros do blaxploitation: Rudy Ray Moore.

Moore era dançarino, cantor, comediante e tornou-se conhecido por ser o criador e estrela do filme Dolemite, de 1975, que é celebrado hoje como um dos pilares do gênero, voltado para a comunidade negra. Acompanhamos a vida de Rudy quando ele ainda não é ninguém, acima do peso e um emprego infeliz, mas com uma energia e carisma gigantescos. Ele percebe um nicho a ser explorado e faz de tudo para vencer.

Meu Nome é Dolemite é uma ode aos sonhadores, àquelas pessoas que persistem até conseguirem o sucesso que tanto almejam. É um filme bem realizado, colorido, com coadjuvantes brilhantes (Wesley Snipes em seu melhor papel em décadas, por exemplo) e que faz brilhar novamente a estrela de Eddie Murphy, que certamente estará em várias listas nas premiações que virão.

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