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Suzana Alves fala sobre saúde mental e maturidade: "Meu caminho foi natural"

Atriz ainda contou que assumir os fios brancos são é novidade

Suzana também falou sobre como usa as redes sociais para poder inspirar as mulheres - Reprodução/Instagram
Suzana também falou sobre como usa as redes sociais para poder inspirar as mulheres - Reprodução/Instagram

Redação Publicado em 16/03/2021, às 09h37

A atriz Suzana Alves, 42, contou, durante entrevista à Glamour Brasil, sobre saúde mental e maturidade, e como usa suas redes sociais para poder inspirar mulheres. 

Após assumir os fios brancos nas redes sociais, Suzana revelou que recebe mais comentários positivos do que negativos: "As pessoas entendem a vida de uma outra forma, hoje em dia. Por causa disso, abriu uma reflexão muito importante de autoconhecimento. Buscar uma vida mais natural não entrou na minha vida agora. A escolha já tem mais de 20 anos. Os fios brancos são apenas um reflexo. Para mim não é novidade, mas entendo o baque das pessoas. Fiquei famosa com a imagem e isso reflete em uma descontrução para o público. Não tenho crise alguma com isso, acho engraçado".

"Acho que as mulheres (que assumem os cabelos brancos) estão a frente dessa compreensão, entende? Sempre achei lindo e parava para elogiá-las nas ruas. Recebo muitas mensagens falando que as encorajei, qual shampoo uso, se passo por crises. O meu caminho foi natural, foi uma desintoxicação. É saúde, bem-estar, alimentação, exercícios físicos. Tenho minha própria horta, faço meu desodorante. Não é estética".

"Muitas mulheres estão começando o processo de autoconhecimento pelo cabelo branco, fazendo o contrário. Tirei uma máscara para me conhecer tirando várias outras máscaras. A relação com tudo isso justifica muito a liberdade que vivo da não obsessão pela estética e pela imagem. De viver a fase real dos meus 42 anos". A estudante de naturopatia e psicologia ainda aproveitou para relembrar que sempre possuiu conexão com o espiritualismo e que nunca deixou de ter fé.

"Sempre olhava para o céu e achava que não era so isso. Era muito curiosa e conheci as igrejas evangélicas, católica. Dos 15 aos 25 anos, tentei me encontrar em vários lugares. Passei também pelo budismo, espiritismo e cabala. Tentando me conhecer, me entender. Vi que tudo era sobre Jesus, mas queria eu mesma buscar e não ser influenciada porque minha mãe ia à igreja evangélica. Até que, lendo um livro, tive um encontro com Deus. Tive essa experiência e pronto. Não acredito em religiosidade, acredito em intimidade com Deus. Isso já tem 16 anos. Nunca deixei de lado, nem na época da Tiazinha".

Suzana ganhou sucesso e fama com a personagem Tiazinha no Programa H., apresentado por Luciano Huck no final da década dos anos 90. Na época, os fãs que quisessem, teriam que mandar cartas aos ídolos pelos correios e a atriz foi a que mais recebia grande quantidade quantidade de correspondências. Ela negou que se arrepende de ter interpretado a sex symbol da época: "Eu só sou essa pessoa graças ao que vivi. Tenho que agradecer, a Tiazinha me proporcionou muitas coisas positivas. Me arrependo, por exemplo, mais do nu que fiz para 'Playboy' do que da Tiazinha. Me arrependo da exposição, posso enquadar isso como um arrependimento".

"A Tiazinha, não. Era um entretenimento, um personagem. Me projetou, me deu estudo, uma formação, viagens, uma condição melhor para mim e para minha família". Mas Suzana resolveu parar para poder se conhecer e se reconhecer, no auge do seu sucesso. Ela estava precisando se reconectar consigo mesma: "Fiquei famosa muito jovem, não tinha uma personalidade formada ainda. Era uma menina. Não ter uma vida anônima mexeu comigo. Você fica muito exposta. Queria fazer minhas coisas e não podia. Após minha depressão, tive um salto. Na hora dói, você não entende. Você não sabe o que é, parece que não vai acabar nunca. Sempre fui artista, pensava se ainda queria ser artista, se queria essa profissão. Eu tinha que me reencontrar".

"Quando falei 'chega', queria viver mais que fama, não queria só aquilo. Queria me buscar. Era algo dentro de mim, maior que tudo aquilo, maior que fama, maior que dinheiro. Remei contra a maré. As pessoas falavam que eu cuspia no prato que comi, porém precisava me desvincular. Se pudermos entender o que é a depressão, analisar e estudar, buscar ajuda, você dá esse salto. Acha seu lugar no mundo", finalizou.

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