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Massacrado por críticas, Victor Hugo desabafa na web: “Me chamam de fraco, gay e vergonha”

Psicólogo fez um textão e convidou a todos a o conhecerem melhor

Victor Hugo desabafou após ser massacrado por críticas na web - Foto: Reprodução/ Instagram
Victor Hugo desabafou após ser massacrado por críticas na web - Foto: Reprodução/ Instagram

Redação Publicado em 03/05/2020, às 07h10

Um dos participantes do BBB 20, Victor Hugo recorreu ao Instagram para falar sobre o julgamento das pessoas que o assistiram por 50 dias no reality da TV Globo.

Na rede social, o psicólogo expôs parte de sua vida pessoal e profissional, e comparou o período de antes de sua participação na atração com o pós-BBB.

“9131 dias (25 anos) x 50 dias (#BBB20) - Durante 9131 dias da minha vida eu: fui ótimo filho, nunca dei trabalho para os meus pais, me esforcei muito para ter todas as notas máximas no meu mestrado na USP, ganhei prêmio de segundo melhor trabalho sobre estresse em um congresso internacional, escalei vulcão, construí igreja, compus 111 músicas, montei grupos e quartetos musicais, ajudei refugiados, dediquei 2 anos da minha vida como missionário, organizei feiras de saúde para a comunidade sem cobrar nada, virei noites acolhendo amigos”, começou ele.

 
 
 
 
 
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9131 dias (25 anos) x 50 dias (#BBB20) - parte 1 de 2 Durante 9131 dias da minha vida eu: fui ótimo filho, nunca dei trabalho pros meus pais, me esforcei muito para ter todas as notas máximas no meu mestrado na USP, ganhei prêmio de segundo melhor trabalho sobre estresse num congresso internacional, escalei vulcão, construí igreja, compus 111 músicas, montei grupos e quartetos musicais, ajudei refugiados, dediquei 2 anos da minha vida como missionário, organizei feiras de saúde pra comunidade sem cobrar nada, virei noites acolhendo amigos, sobrevivi a uma pane elétrica num avião, trabalhei como segurança, como locutor de rádio, como professor, quase me tornei pastor, fiz curtas-metragens, já escrevi capítulo de livro sobre voluntariado, fui presidente de grêmio, fiz pesquisa em universidade estrangeira, alfabetizei crianças, organizei campanhas pra conseguir alimentos e roupas, fiz 2 faculdades e 1 pós enquanto trabalhava produzindo musicais no teatro, gravei DVD, fiz caravana científica, fui missionário na Bolívia, Chile, EUA e Austrália, desenvolvi app de apoio aos assexuais, dei muito atendimento psicológico a moradores de rua de graça, já morei só, na favela, quartinho de quintal, já tive dias que eu não tinha o que comer, já dormi na praça, já me apaixonei, já fiz promessas e cumpri, vi minha mãe vencer um câncer horrível, dirigi reality show, escrevi série e novela, a única vez que fui pra diretoria foi pq minha novelinha que eu distribuía num portfólio por toda a escola foi censurada, nenhuma multa de trânsito, planejo uma adoção solo desde meus 23 anos, fiz eurotrip em família pra realizar o sonho da minha mãe... Durante 50 dias: exposição, julgamento, ataques, insegurança, ansiedade, alegrias, conquistas. Como eu vejo 50 dias: um sonho, aprendi, acertei, errei, fugi, enfrentei, me superei, podia ter tido mais equilíbrio emocional e ir mais longe, mas dei meu melhor, viveria tudo de novo, só que fazendo melhor, fiz amizades incríveis. Como me julgam por 50 dias: falso pra caralho, apóstata, pombo, fraco, gordo, vive numa realidade paralela, gay enrustido, assexual de Taubaté, vergonha da comunidade LGBT, da igreja, do Maranhão, dos psicólogos...

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Sem parar de citar seus feitos, o maranhense continuou:

“Sobrevivi a uma pane elétrica em um avião, trabalhei como segurança, como locutor de rádio, como professor, quase me tornei pastor, fiz curtas-metragens, já escrevi capítulo de livro sobre voluntariado, fui presidente de grêmio, fiz pesquisa em universidade estrangeira, alfabetizei crianças, organizei campanhas para conseguir alimentos e roupas, fiz 2 faculdades e 1 pós enquanto trabalhava produzindo musicais no teatro, gravei DVD, fiz caravana científica, fui missionário na Bolívia, Chile, EUA e Austrália, desenvolvi aplicativo de apoio aos assexuais, dei muito atendimento psicológico a moradores de rua de graça, já morei só, na favela, quartinho de quintal, já tive dias que eu não tinha o que comer, já dormi na praça, já me apaixonei, já fiz promessas e cumpri, vi minha mãe vencer um câncer horrível, dirigi reality show, escrevi série e novela, a única vez que fui para a diretoria foi porque minha novelinha que eu distribuía em um portfólio por toda a escola foi censurada, nenhuma multa de trânsito, planejo uma adoção solo desde meus 23 anos, fiz Eurotrip em família para realizar o sonho da minha mãe...”, continuou.

 

Em seguida, Victor Hugo contou como os 50 dias que passou no reality show o afetaram, e convidou a todos a conhecê-lo melhor.

“Durante 50 dias: exposição, julgamento, ataques, insegurança, ansiedade, alegrias, conquistas. Como eu vejo 50 dias: um sonho, aprendi, acertei, errei, fugi, enfrentei, me superei, podia ter tido mais equilíbrio emocional e ir mais longe, mas dei meu melhor, viveria tudo de novo, só que fazendo melhor, fiz amizades incríveis. Como me julgam por 50 dias: falso para caralho, apóstata, pombo, fraco, gordo, vive em uma realidade paralela, gay enrustido, assexual de Taubaté, vergonha da comunidade LGBT, da igreja, do Maranhão, dos psicólogos... Os que se propõem a me conhecer melhor: meu Deus! Eu te via completamente diferente. Você ainda vai dar a volta por cima. Você é criativo e divertido, uma pessoa especial. Vocês poderiam me dar uma segunda chance? Obs: Obrigado, Gizelly Bicalho e Marcela McGowan por terem me dado essa segunda chance e pelo que estão fazendo por mim! Obrigado também aos furacões e aos unicórnios. E obrigado também ao meu pequeno porém fiel fandom (os invictors). Isso está me devolvendo minha autoestima. Externalizar salva! Quero viver feliz e quem também cola junto que é sucesso! Bora!”, completou.

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