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Bebedeira de Gusttavo Lima em live rende puxão de orelha do Conar

Bebedeira de Gusttavo Lima em live rende puxão de orelha do Conar
Bebedeira de Gusttavo Lima em live rende puxão de orelha do Conar - Foto: Reprodução / YouTube

Redação Publicado em 15/04/2020, às 12h49

Durante a transmissão de sua live intitulada Buteco em Casa, o cantor Gusttavo Lima não deixou de ingerir muita bebida alcóolica - e exibir a marca da cervejaria patrocinadora do evento. Após diversas críticas nas redes sociais, foi aberta uma representação contra ele.

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) abriu contra o sertanejo uma representação ética a respeito das ações publicitárias exibidas na live, que foram de responsabilidade da Ambev, a empresa patrocinadora.

"A representação foi aberta a partir de denúncias recebidas de dezenas de consumidores, que consideraram que as ações publicitárias carecem de cuidados recomendados pelo Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária para a publicidade de bebidas alcoólicas. A denúncia cita a falta de mecanismo de restrição de acesso ao conteúdo das lives a menores de idade e a repetida apresentação de ingestão de cerveja, em potencial estímulo ao consumo irresponsável do produto", disse a nota oficial emitida pelo órgão.

O Conar ainda destacou que as lives, tão usadas pelos artistas neste mês, são um reflexo do momento em que a sociedade vive, já que a quarentena recomendada para combater o novo coronavírus impede a aglomeração de pessoas em shows e eventos.

No entanto, considera que apesar da forma inovadora de fazer propaganda nessas transmissões, "ela deve ser conciliada com os princípios fundamentais da comunicação comercial do segmento, com a divulgação responsável de bebidas alcoólicas e sem fragilizar os cuidado para que não seja difundida ao crianças e adolescentes".

Até o momento não há uma data para julgamento da representação contra o cantor e a cervejaria. "Ambev e Gusttavo Lima têm prazo regimental para enviar, se assim o desejarem, defesa ao Conselho de Ética ou adaptarem de imediato o conteúdo publicitário das lives às regras éticas", frisou a nota.

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