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Angélica revela como meditação a ajudou a superar as crises de pânico: "Mudou a minha vida"

Apresentadora refletiu sobre os traumas que enfrentou trouxeram lições para sua evoluação pessoal

Apresentadora completa 47 anos nesta segunda-feira (30/11)
Apresentadora completa 47 anos nesta segunda-feira (30/11) - Reprodução/Instagram

Redação Publicado em 30/11/2020, às 09h32

A apresentadora Angélica comento no programa Simples Assim, sobre superação e lembrou de traumas do passado, contando como a ioga e meditação a ajudaram a abrir a mente para poder receber o novo e lidar com crises de pânico que tivera nos últimos anos.

"Às vezes, acontece uma coisa ruim que traz muita coisa boa", comentou ela, que aproveitou para lembrar do começo da carreira, quando fez sua primeira aparição na TV aos 4 anos, durante o programa do Chacrinha, em uma tentativa de sua mãe para que ela superasse o trauma de um violento assalto sofrido pela família. A casa foi invadida e seu pai acabou baleado com diversos tiros: "Comigo foi assim no meu começo de carreira, depois de um assalto, uma coisa horrorosa que aconteceu na vida da gente, comecei a fazer televisão, descobri minha vocação, por causa de algo tão ruim".

A apresentadora ainda passou por outros traumas depois disso, como o acidente áereo que sofreu com a família em 2015, no qual um avião bimotor em que voltavam de uma viagem ao Pantanal precisou fazer um pouso forçado: "Depois do susto, acho que tiramos muita coisa positiva de algo tão negativo como foi o acidente. Primeiro, essa união familiar. Como estávamos todos juntos, o sentimento de um era o sentimento de todos. Vivemos uma experiência muito forte para a alma, só que todo mundo viveu isso junto, então um sabia mais ou menos o que o outro estava sentindo". 

Angélica lembra que cada um enfrentou o trauma de uma forma, no entanto, quando tudo parecia ter voltado ao normal, ela quem precisou de ajuda: 

"As crianças e o Luciano resolveram isso do jeito deles e eu também achei, no início, que tinha resolvido. Mas é um trauma muito forte, que fica tatuado na alma de cada um e você só ameniza os danos, né? Apesar do grande aprendizado positivo que tivemos, de dar valor às coisas que realmente importam, o que vivemos ali e as sensações que tivemos naqueles quatro minutos da queda do avião foram muito específicas".

A apresentadora continuou: "Foram quatro minutos muito intensos, de a vida passar mesmo toda pela cabeça, de um silêncio quase bom, todos quietos ali esperando acontecer alguma coisa pior, na verdade, e no final aconteceu o melhor, ficou todo mundo bem. Cada um metabolizou isso de um jeito".

Um ano depois, os sintomas de que ela ainda não havia conseguido superar totalmente os traumas do acidente apareceram: "Achei que tinha resolvido, porque faço análise há muito tempo, e fiquei bem. Um ano depois do acidente, talvez quando vi que as crianças já tinham resolvido isso na cabecinha delas e o Luciano já estava bem, porque ele tinha machucado uma vértebra, aí caiu a ficha para mim e comecei a ter umas crises de pânico". 

Angélica revelou que, antes do acidente, ela já havia tido alguns problemas na época em que ainda fazia shows: "Inclusive, foi por isso que parei de cantar e fazer shows no Brasil todo, porque comecei a ter umas crises de pânico também, mas muito diferentes dessas".

Ela contou que, tentando não recorrer aos remédios, acabou encontrando na meditação o amparo que precisava em sua jornada para poder superar o trauma: "Falei que não queria me medicar e aí, por coincidências da vida, alguém me deu um vídeo falando dessa conexão da mente com o corpo. Comecei a assistir e a estudar um pouco, e vi o quanto a meditação estava sendo aceita nos meios médicos mesmo, pessoas que tinham se curado de um monte de coisas".

"Passei a me aprofundar e resolvi fazer cursos, pois existem vários tipos de meditação. No final, peguei um pouco de cada e acabei ficando na meditação transcendental", explicou a aparesentadora. Angélica ainda disse que nunca tomou remédio para as crises, ela começou a fazer ioga de novo e que, sem dúvida, mudou sua vida. Não apenas por conta do trauma, mas que acha que a fez ver a vida de outra forma.

Totalmente recuperada agora, a apresentadora consegue resiliente e ver as coisas boas que surgiram em sua vida, em decorrência de um susto tão grande, como a união de sua família e a abertura para uma nova forma de poder encarar as circunstâncias do dia a dia, por meio da meditação:

"Quando se fica mais vulnerável ou se tem um problema, para sair daquilo, você começa a buscar forças e abre a mente, Eu abri a mente para receber o novo e comecei a ver um novo mundo por meio da meditação, da ioga, que são as ferramentas que usamos para nos curar, mas que estão todas aqui na nossa cabeça. Quer dizer, não precisa de nada externo, está tudo dentro da gente", comentou ela.

Após a descoberta do poder transformador que a meditação proporciona, Angélica virou entusiasta da técnica e indica sempre para o maior número de pessoas póssivel: "Isso tudo eu fui descobrindo ao longo desse tempo e, realmente, todo mundo que conheço, fico indicando ‘vai meditar!’. Porque só vai quem precisa, mas, na verdade, todo mundo precisa. Acho que é como fazer exercício para o corpo, só que é um exercício para a mente, que é maravilhoso".

Angélica, hoje, diz que seus dias só são perfeitos quando inclui a meditação e a ioga em suas atividades: "Um dia bom para mim é quando consigo meditar, e um melhor ainda é quando consigo fazer ioga e meditar. Procuro meditar todo dia, pelo menos uma vez, mas quando não dá tudo bem. Quando você aprende também, dependendo da sua técnica, consegue meditar em qualquer lugar, então acaba que é mais fácil. É muito simples", finalizou ela. 

 

 

 

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