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Sander Mecca, ex-Twister, vende marmitas para ganhar dinheiro na pandemia: “Eu mesmo preparo”

Artista já comprou freezer industrial com os lucros

Sander Mecca, ex-Twister, faz marmitas para reforçar a renda na pandemia - Foto: Reprodução/ Instagram@sandermecca
Sander Mecca, ex-Twister, faz marmitas para reforçar a renda na pandemia - Foto: Reprodução/ Instagram@sandermecca

Redação Publicado em 23/03/2021, às 05h32

Um dos membros do grupo Twister no passado, Sander Mecca encontrou na culinária uma maneira para reforçar a renda durante a pandemia do novo coronavírus.

O negócio, de acordo com o próprio artista, começou há pouco mais de um mês, e já possibilitou até a compra de um freezer industrial:

“Comecei há pouco mais de um mês a Mecca Gourmet. Eu mesmo quem preparo os pratos. Faço tudo sozinho e com muita dedicação. Ainda mexo com a contabilidade, planilhas etc. Só não faço delivery”, disse ele, à Quem.

“Está crescendo o negócio. Ainda estou no empate entre investimento e lucro. Mas já consegui até investir em um freezer industrial. Estou muito feliz porque além de ser uma coisa que eu amo, eu me sinto um artista quando estou cozinhando”, continuou.

À publicação, Sander explicou que teve a ideia após a pandemia da Covid-19 paralisar todos os seus projetos artísticos.

“Durante boa parte da pandemia, as vendas do meu livro Inferno Amarelo me salvaram financeiramente. Vendi todos os livros físicos e comecei a vender também em PDF. Nunca vendi tanto livro. Mas quando os livros acabaram a pandemia só estava piorando. Eu estava com vários projetos artísticos pausados. Esses tempos, fiz um almoço e todo mundo comeu de lamber os dedos. Sempre amei cozinhar e as pessoas sempre gostaram muito da minha comida. Pensei: ‘Vou vender comida congelada’”, completou.

Além da culinária, o artista está se dedicando ao seu segundo livro, no qual fala sobre o vício em drogas e do período em que ficou internado em uma clínica de reabilitação.

“Estou trabalhando no segundo livro, que pretendo lançar ainda neste ano. Comecei a escrever na quarentena, mas o conceito dele nasceu em 2019, quando fiquei cinco meses internado em uma clínica de reabilitação. Foca bem nessa questão da dependência química e da luta do dependente. Quando fui preso, tinha apenas 19 anos. Saí da cadeia pensando que não ia ter coisa pior. Mas, depois descobri que é mais difícil ficar sóbrio do que passar dois anos na prisão. É por isso que o título deste livro será Correntes Invisíveis. Essas grades que prendem o dependente faz com que ele não enxergue que elas são muito piores que a prisão física. Estou limpo, mas sou um adicto responsável. É uma luta diária”, explicou.

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