Cantora esteve no “Conversa com Bial”

Redação Publicado em 15/07/2025, às 04h49
A cantora Marina Lima, de 69 anos, falou pela primeira vez sobre a morte assistida do irmão, o poeta Antonio Cícero, que faleceu aos 79 anos, na Suíça, após optar pela eutanásia.
Convidada do Conversa com Bial, do GNT, ela explicou que a morte do irmão acabou fazendo “todo mundo pensar” sobre o assunto.
“A morte dele faz parte da obra dele. Isso é incrível, tenho um orgulho danado disso. Porque o Cícero não deixou barato em nenhum momento, não traiu as convicções dele em nenhum momento”, contou.
Marina acrescentou: “É um orgulho danado. Faz todo mundo pensar de novo sobre isso… Sobre eutanásia, sobre permissão. Por que tem que ir para o exterior fazer isso? Como várias coisas no Brasil, devia ser permitido no Brasil também”, continuou.
Durante o bate-papo com Pedro Bial, a cantora revelou que Cícero não revelou o plano de morte assistida para ela em nenhum momento, para evitar qualquer possível interferência.
“Ele não conversou com ninguém sobre isso, porque acho que ele tinha medo que alguém interferisse. Jamais iria interferir, porque conheço ele desde que nasci. Sei como ele é, sei como ele era racional e decidido em relação a tudo. Ele conversou com o Marcelo, marido dele de mais de 40 anos”, revelou.
Marina disse ainda que o irmão passou a ir em seus shows com mais frequência antes do procedimento e que o homenageou no palco.
“Não percebi, porque ele começou a aparecer em todos os shows. Os shows que estava fazendo naquele período, que foi o lançamento do ‘Rota 69’, ele assistiu a uns quatro. [...] Estava tão feliz, em todo show o homenageava. Falava dele e ele era ovacionado. Não percebi que ele iria fazer isso”, completou.
COLUNISTAS
Faustino Júnior | Nerd de Negócio
Faustino Júnior é protagonista e embaixador no Baile da Vogue 2026