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Mariana Belém relembra a morte do irmão e desabafa: “A gente não supera”

Filha de Fafá de Belém lembrou os 16 anos da morte de Rafael Mascarenhas

Mariana Belém desabafou ao falar sobre a morte do irmão
Mariana Belém desabafou ao falar sobre a morte do irmão - Foto: Reprodução/ Instagram@maribelem

Redação Publicado em 20/07/2026, às 16h23

A atriz e cantora Mariana Belém, de 45 anos, usou as redes sociais para falar sobre os 16 anos da morte do irmão, Rafael Mascarenhas —fruto da relação entre Raul Mascarenhas, seu pai, e a apresentadora Cissa Guimarães (veja abaixo).

Rafael faleceu no dia 20 de julho de 2010, aos 18 anos. Ele foi atropelado no Túnel Acústico, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, enquanto andava de skate. Ele foi atingido por um carro que invadiu a via interditada.

Em um longo desabafo, a artista disse que não consegue superar a dor da perda e sente saudade do irmão.



“Hoje faz 16 anos que meu irmão partiu, de uma maneira inesperada, abrupta, lacerante. Uma dor que eu nunca senti na minha vida, mas que eu sei que nunca vai se comparar à dor da Cissa e do meu pai. Eu tenho, graças a Deus, irmãos também aqui, além dele lá em cima, que compartilham comigo essa dor”, começou.

Na gravação, Mariana falou sobre o dia em que recebeu a notícia do acidente.

“Eu acordei com uma ligação da minha mãe dizendo que meu irmão tinha sofrido um acidente e que eu precisava ir para o Rio doar sangue. Logo depois, ela ligou de novo, mas não conseguia falar. Outra pessoa assumiu o telefone. E aí começou um caos”, continuou.

Ela acrescentou: “Toda vez que alguém perde alguém, e eu me vejo num lugar de acolher, eu falo sempre a mesma coisa: que a gente não supera uma dor dessa. A gente aprende a conviver com a dor. O dia a dia, o pós, é muito pior. É você não ter a pessoa, é você, em certas situações, querer dividir uma coisa e não ter essa pessoa. Então não é uma coisa que você supera”, explicou.

A artista falou sobre o motorista que atingiu Rafael. “Ele me tirou futuros momentos com meu irmão, futuras memórias com meu irmão. Ele tirou das minhas filhas o tio. Ele me tirou as fotos. Mas, mais do que isso, eu tenho que repetir lembranças na minha cabeça porque eu não tenho como criar memórias com meu irmão”, ressaltou.

“Ele fugiu, tentou pagar a polícia e não teve punição nenhuma aqui na Terra. Acho que a justiça divina é a pior com a qual ele vai ter que lidar”, opinou.

Na postagem, Mariana contou que recebeu o apoio de Preta Gil quando o irmão faleceu.

“A Preta também perdeu um irmão num acidente, jovem. E ela se preocupou comigo. Ela não largou a minha mão, e nem me conhecia direito, mas era por ter uma dor semelhante. Era por ter vivido a dor que eu estava vivendo naquele momento. Eu nunca vou esquecer isso. E a Preta vai lá e parte no dia da morte do meu irmão. Quando fez 15 anos, a Preta partiu. Então são coisas que tão interligadas na minha vida com ela aqui nesse plano e que vão tá para sempre interligadas no plano que ela tiver. Eu tenho muita gratidão à Preta”, completou.


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