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Andressa Urach doou todo dinheiro que ganhou com prostituição: “Não tenho absolutamente nada”

Ex-Miss Bumbum disse que não tem um tostão da bolada que ganhou se prostituindo

Andressa Urach no Rock in Rio, em 2013, e em foto atual - Foto: Iwi Onodera/ Ego e Reprodução/ Instagram
Andressa Urach no Rock in Rio, em 2013, e em foto atual - Foto: Iwi Onodera/ Ego e Reprodução/ Instagram

Redação Publicado em 12/05/2020, às 08h21

Apresentadora do programa Diário de Uma Ex-Garota de Programa, que estreou nesta terça-feira (12/05), na plataforma Univer Video, que pertence à Igreja Universal do Reino de Deus, Andressa Urach contou que doou todo o dinheiro que ganhou se prostituindo.

Evangélica fervorosa, a ex-modelo e Miss Bumbum contou que vive do dinheiro que ganha com a venda dos dois livros Morri Para Viver e Desejos da Alma, nos quais conta sua história devida.

“Doei tudo [todo o dinheiro que ganhou fazendo programas]. Não tenho absolutamente nada que veio do dinheiro da prostituição. Esse peso de levar o dinheiro sujo nas minhas costas não tenho mais. Hoje vivo do dinheiro da venda dos meus livros e do meu trabalho atual”, disse ela, à revista Quem.

Na série que apresenta, Andressa entrevista garotas de programa que resolveram largar a vida de prostituição. De acordo com ela mesma, a ideia é fazer outras mulheres que ainda se prostituem a enxergar que há uma saída.

“A prostituição é como uma areia movediça. Você vai se afundando e não consegue sair, acha que não vai ser capaz de fazer outra coisa, vai se matando... Muitas garotas de programa têm depressão e pensamentos suicidas, são desprezadas pela sociedade, desacreditadas pela família e até por elas mesmas. Só quem vive dentro da prostituição consegue entender o fundo do poço que a gente chega. Mutilamos a própria alma. Quero alcançar essas mulheres e mostrar para elas que, assim como eu, outras saíram dessa, venceram seus traumas e tiveram suas vidas transformadas. Algumas já têm marido e família, respeitam valores, suas vidas, seus corpos. Hoje elas têm paz! Nosso objetivo com esse programa é mostrar para as mulheres que ainda estão na prostituição que existe uma saída”, explicou.

À publicação, Andressa abriu o jogo e contou que há muita prostituição no mundo artístico.

“Infelizmente, a prostituição, direta ou indireta, é muito comum entre musas de carnaval, modelos e celebridades. Muitas se vendem por bolsas, sapatos, vida boa... Mantêm relacionamento por interesse, não só pelo dinheiro. Eu vivi isso e posso afirmar com propriedade que a rede social do mundo das celebridades é uma grande mentira. Elas vivem uma felicidade ilusória. Ainda mais com o dinheiro sujo que vem com a prostituição”, disse a ex-Miss Bumbum, revelando que é procurada no Instagram por garotas que também queriam se prostituir.

“Na época que eu era garota de programa, defendia a prostituição. Não expunha isso, mas quando trabalhei em um bordel aqui no Rio Grande do Sul, também pensava que era importante legalizar a prostituição porque via isso como trabalho. Não posso e não vou nunca julgar o pensamento de qualquer pessoa. Todos somos livres para termos nossas opiniões, mas hoje penso diferente. Não vejo a prostituição como algo bom. Algumas meninas afirmam que são felizes. Na verdade, elas não são. Eu vivi essa realidade e mentira e dizia isso também. Mas meus pensamentos mudaram. Hoje eu tenho nojo da prostituição”, garantiu.

“Filmes e novelas já glamorizaram muito a prostituição e acabam sendo propaganda muito ruim para mulheres. Recebo muitos directs de mulheres pelo Instagram dizendo que estavam pensando em se prostituir, mas que tinham lido meu livro e desistiram porque tinham entendido que era uma ilusão e que não valia a pena. Outras já estão optando por esse caminho e é triste. Não julgo, mas posso afirmar que a prostituição é tóxica. Você se mata todo dia um pouquinho quando deixa uma pessoa te tocar por dinheiro”, continuou.

Ao falar sobre a vida como garota de programa, Andressa expliocu que começou a usar drogas para conseguir atender alguns clientes.

“Me afundei na depressão, drogas e bebidas. Usava drogas para suportar muitos clientes, bebia para esquecer... Fora o risco de vida de me envolver com pessoas que nem conhecia. Na época, pelo dinheiro, me submeti ao sadomasoquismo. Nem gosto de lembrar de tudo de nojento que tive que me submeter com pessoas estranhas, criminosos... Perdi o amor por mim mesma, o valor próprio. Hoje faz cinco anos que sobrevivi à infecção generalizada. Sei que ainda vou sofrer muitos preconceitos, mas agradeço a Deus pela nova oportunidade que ele me deu. Se eu puder ajudar uma única pessoa a mudar de vida, toda essa exposição vergonhosa do meu passado vai valer a pena”, completou.

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