
por Eduardo Graboski
Publicado em 27/08/2025, às 14h49
Já passou da hora de perguntar: por que tantas pessoas continuam dando fama para quem não entrega absolutamente nada? Mais do que isso, que na maioria das vezes entrega maus exemplos e caos.
Olha o exemplo recente: Gato Preto e Bia Miranda. Porsche milionário, acidente de trânsito, prisão, fuga… roteiro de novela barata que vira manchete e entretenimento gratuito na web. Tudo gravado e exposto como se fosse temporada nova de reality.
Isso não é conteúdo, é irresponsabilidade transmitida em tempo real. E, ainda assim, milhões correm para assistir, comentar e compartilhar. Resultado? Quanto mais escândalo, mais seguidor. Quanto mais barraco, mais espaço.
Enquanto isso, influenciadores sérios, que criam vídeos com informação, humor inteligente, inspiração ou qualquer coisa que realmente agregue, seguem apagados. Porque a lógica hoje é simples: polêmica engaja, talento nem sempre.
Bia Miranda só existe porque virou personagem de treta. Gato Preto cresceu porque coleciona confusão atrás de confusão. O que isso acrescenta na vida de quem consome? Nada. Só barulho. Um grande vazio travestido de entretenimento.
O mais triste é perceber que são as pessoas que alimentam esse ciclo. Se não tivesse público, esse tipo de figura não duraria uma semana. Mas tem clique, tem curtida, tem fofoca… e pronto: nasce mais um “famoso do nada”.
Vale a provocação: até quando o público vai transformar irresponsabilidade em carreira? Porque palco é poder. E cada vez que se consome esse tipo de escândalo, o recado é claro: pode aprontar mais que o público está assistindo.
E aí fica a pergunta direta: até quando tanta gente vai aplaudir “pseudo-famosos” que só entregam caos? A sensação é de que alguns transformaram a própria vida em estratégia de marketing: tropeçam, brigam, são detidos… e já pensam no próximo corte que vai viralizar. Profissão: polêmica. Currículo: barraco. Meta: likes.
E muitos continuam assistindo, comentando e, pior, admirando. Não dá para entender como esse tipo de ‘influenciador’ tem milhões de seguidores. Em tempo, o texto de hoje é uma reflexão. E não publicidade dos dois. Aliás, não terão mais espaço.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do CENAPOP.
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