Acusado de abuso sexual, deputado Tiririca presta depoimento e alega extorsão

Nana Magalhães e o marido, o humorista e deputado federal Tiririca – Foto: Reprodução/ Instagram

O humorista e deputado federal Tiririca (PR-SP) está sendo acusado de assédio sexual por sua ex-empregada doméstica, Maria Lúcia Gonçalves, de 41 anos.

No processo, que está nas mãos do Supremo Tribunal Federal, a profissional alega que foi vítima de assédio durante viagens feitas pela família do parlamentar para São Paulo e também para o Ceará, no ano passado.

Na 10ª delegacia de polícia do Distrito Federal, Maria Lúcia afirmou que o primeiro assédio aconteceu em maio de 2016.

Segundo relatou a ex-empregada, Tiririca chegou em casa acompanhado de sua mulher, Nana Magalhães, e de seus assessores, e começou a fazer brincadeiras de cunho sexual na frente de todos os presentes, inclusive da filha do casal, de 8 anos.

Ainda segundo Maria Lúcia, o assédio continuou nos dias que se seguiram, quando acompanhou a família durante uma viagem ao sítio do deputado federal, próximo a Fortaleza. Na denúncia, Maria declarou que Tiririca continuou dizendo que gostaria de fazer sexo com ela, dizendo que “ela gostaria se experimentasse”.

Segundo a ex-empregada da família, nesta mesma viagem, Tiririca a apalpou algumas vezes, e atirou no mar um celular dela que guardava registros dos assédios.

Em fevereiro deste ano, o advogado de Maria Lúcia, José Orlando de Amorim, levou o relato até a 21ª vara trabalhista de Brasília, onde foi iniciado o processo por assédio sexual contra Tiririca.

Em março, Nana Magalhães foi até a 10ª delegacia de polícia do Distrito Federal e fez um B.O. contra Maria Lúcia alegando que o casal estava sendo vítima de extorsão.

Segundo a mulher de Tiririca, Maria Lúcia foi contratada para realizar tarefas domésticas, mas acabou sendo dispensado poucos meses depois por fazer uso de bebidas alcoólicas durante o expediente.

Após a demissão, segundo explicou Nana, Maria Lúcia teria começado a fazer ameaças.

Em junho, o advogado de Tiririca, Fernando de Carvalho Albuquerque, enviou uma contestação à 21ª vara trabalhista de Brasília dizendo que Maria Lúcia não se adaptou à rotina da família e tentou utilizar o pouco tempo de convivência para chantagear Tiririca e Nana Magalhães exigindo R$ 100 mil para não sujar a imagem do deputado.

Tiririca já prestou depoimento e o caso segue em segredo de Justiça.

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