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Control Z: 5 motivos para assistir a nova série teen da Netflix

Cena de Control Z, nova série mexicana na Netflix
Cena de Control Z, nova série mexicana na Netflix - Reprodução/Netflix

Redação Publicado em 23/05/2020, às 14h47

A série Control Z estreou na Netflix fazendo barulho. Com 8 episódios recheados de mistério, a produção mexicana já ganhou audiência e ocupa o primeiro lugar no Top 10 dos mais assistidos nas últimas 24 horas.

A história se passa em uma escola do ensino médio no México, e nos apresenta a personagens arquétipos e um gancho de mistério simples, mas muito eficaz.

Produzimos uma crítica sobre a série, que você pode ver clicando aqui. Abaixo, apresentamos 5 motivos para que você tire o fim de semana para assistir a Control Z. Acompanhe:

 

1. Trama recheada de mistério

A história de Control Z gira em torno de três personagens: Sofia (Ana Valeria Becerril), Javier (Michael Ronda) e Raúl (Yankel Stevan). Eles estudam em um colégio onde um hacker, intitulado "All Your Secrets", tem agido para revelar segredos sombrios dos estudantes do lugar. Os três se unem para descobrir quem é o hacker, ao mesmo tempo em que se envolvem amorosamente em um triângulo amoroso.

Em seus episódios, Control Z vai se tornando cada vez mais envolvente ao jogar para o público várias "pistas falsas", que nos levam a acreditar em uma coisa enquanto outra -- a verdadeira -- passa escondida da nossa percepção. À medida que o cerco vai se fechando e chegamos próximo do desfecho da temporada, a sensação de mistério e tensão aumenta. É um prato cheio para quem curte produções assim.

 

2. Episódios curtos

Control Z tem 8 episódios de, no máximo, 30 minutos cada um. É própria para maratonar em um fim de semana e fazer o "binge watching" (o ato de assistir um episódio de série atrás do outro). Por conta da duração, a série também não perde muito tempo em introduções desnecessárias: em pouco tempo já sabemos o suficiente sobre os personagens, e logo no final do primeiro episódio já temos as primeiras situações de tensão, que vão sendo puxadas uma em seguida da outra.

Para séries teen, essa é uma grande vantagem, visto que muitos produtores procuram esticar ao máximo suas histórias para conseguir segurar a atenção do público; para isso, procuram inventar situações que não servem para nada (a não ser alargar o episódio).

 

3. Plot twists

Como dissemos lá no começo, Control Z aposta na confusão para entreter as pessoas, em um bom sentido, é claro. Quanto mais você acha que sabe alguma coisa na história da série, menos você está perto da verdade. Os plot twists vão sendo deixados sutilmente nos episódios, fazendo com que nós, espectadores, fiquemos nervosos ao descobrir que tudo o que achávamos ser verdade na história era falso.

Isso se intensifica nos três episódios finais, quando começamos a entender o que está acontecendo de verdade. O trio principal de personagens se vê dentro de uma rede do qual é praticamente impossível sair, além de revelações feitas no último episódio deixarem uma brecha enorme para uma eventual segunda temporada. Os fãs de Control Z agradecem.

Fizemos um vídeo explicando toda o final de Control Z, que você pode ver aqui.

 

4. Produção esmerada

Apesar de ser uma série teen (que, tradicionalmente, não tem uma produção muito apurada em quesitos técnicos), Control Z consegue se diferenciar de seus pares ao trazer uma direção de arte e fotografias bem interessantes. Mesmo se baseando nos colégios dos Estados Unidos -- emulando muitas vezes os corredores que estamos acostumados a ver séries americanas -- há um toque diferente, mais latino, nos cenários.

A direção da série também se esforça bastante para fugir do óbvio, evitando as armadilhas que são reservadas para esse tipo de trama: muitas vezes, principalmente na Netflix, as séries teens parecem um "copia e cola" umas das outras, transformando o resultado em algo comum, já visto em todas as anteriores. Em Control Z, há um cuidado em fugir dessa obviedade, assim como há um trabalho bastante especial no roteiro.

 

5. Subvertendo estereótipos

Em Control Z, encontramos os arquétipos típicos de uma série americana: a menina popular, o garoto atleta, o nerd acanhado, a personagem principal que se sente deslocada e entra em um mistério para "salvar" todos os outros... Enfim, um grande emaranhado de personagens que temos a sensação de já termos visto antes.

No meio da série, porém, o roteiro espertamente subverte esses estereótipos, à medida em que vamos conhecendo mais a fundo cada um desses personagens. A ideia é mostrar que todos ali vendem uma imagem, que no fim das contas não condiz com o que são em sua vida privada. Essa é a função do hacker dentro da história: não só mostrar os podres de todos, mas também escancarar que nenhum deles é o que parece.

 

Todos os oito episódios de Control Z estão disponíveis na Netflix.

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