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Danielle Winits comenta sobre lançamento do longa 'Veneza': "Buscava amor romântico ao extremo"

Atriz interpreta uma das garotas de programa que vivem em um bordel

Danielle ainda revela não ter vivido só de sucessos, ao longo de quase 30 anos de carreira artística - Reprodução/Instagram
Danielle ainda revela não ter vivido só de sucessos, ao longo de quase 30 anos de carreira artística - Reprodução/Instagram

Redação Publicado em 06/04/2021, às 10h08

A atriz Danielle Winits irá voltar às telas dos cinemas no novo longa 'Veneza', que foi digirido por Miguel Falabella, e que ganhou um novo trailer e data de lançamento, após precisar ser adiado por conta da pandemia da Covid-19. O filme é estrelado pela artista espanhola Carmen Maura

A atriz dá vida a Jerusa, uma das garotas de programa que vivem em um bordel de Gringa (Carmen Maura), uma cafetina cega que é obcecada em conhecer a 'cidade flutuante' e poder reecontrar a grande paixão da sua vida: "Jerusa é uma mulher com alma de criança. A casa da Gringa, onde ela mora e se prostitui é, de fato, um lar, mesmo que bruto para essa menina que só cresceu por fora, não teve estudo e não se vê apta a sonhar", explicou Danielle. 

Ela revela que se aprofundou na obra do cineasta espanho, Pedro Almódavar: "Revi alguns clássicos de Almodóvar pela profundidade no simples que atrizes conseguem atingir em muitas de suas histórias. E Miguel Falabella é nosso Pedro Almodóvar brasileiro". A protagonista do longa sonha em reencontrar o amor da sua vida e, mesmo doente, insiste em querer realizar seu último desejo, que é poder ir até Veneza pedir perdão a ele, após abandoná-lo por décadas. Danielle ainda aproveitou para revelar que já realizou vários de seus sonhos:

"Ah já, como por exemplo ter filhos - Guy, de 9 anos, e Noah, de 13 - e muitos profissionais também. Trabalhar com Miguel foi um sonho mais do que sonhado, alguns já realizados e ainda assim continua sendo sonho poder estar do lado dele para o resto dos meus dias! Não apenas nos palcos, nos cinemas, na TV, mas no meu caminhar pela vida. Ele me faz acreditar que ainda vale a pena sonhar". Ela também conta que não viveu só de sucessos, ao longo dos 30 anos de carreira artística, que já conta com 30 trabalhos só na TV, e que chegou a desacreditar de si mesmo, além de já ter passado por uma crise de profissão:

"Foi um momento em que me tornei descrente do meu futuro enquanto artista nesse país. Duvidei da minha própria história, se ela realmente estava sendo lida com o mesmo amor com o qual eu a escrevia desde menina. Fui pra um lugar escuro que eu nunca havia visitado, e por ali fiz morada um tempo. Um dia, acordei cansada do breu. Cansada de me permitir permanecer num lugar que não é a minha natureza."

Ela continuou: "E fui tateando pelos meus corredores internos, com mais amor por mim mesma, até achar o interruptor da minha luz daqui de dentro de novo. Minha felicidade maior é fazer o outro sorrir, gargalhar, se questionar, se emocionar. E é pra isso que eu acendo a minha luz todos os dias", conta. Danielle admite já ter buscado sua paixão perdida, no passado: "Já sim, e deu certo o tempo que foi reservado para aquela história. Eu era bem mais nova e as motivações emocionais eram sempre baseadas no 'pra ontem'."

"Eu buscava o amor romântico ao extremo. Mas toda busca tem sua beleza e seus aprendizados. Hoje, a mulher que sou é resultado de todas as minhas experiências", diz. Casasa desde 2016 com o ator André Gonçalves, a atriz conta como eles têm construído a relação diariamente: "Nosso encontro é um somatório de nossas buscas, sem dúvida. Acolhemos com um amor profundo, com empatia e maturidade a história de cada um. Abraçamos as alegrias assim como as dores de vida um do outro, e estamos desde então escrevendo a nossa com um roteiro original."

"A gente se escolhe todo dia. Não tem essa balela de conto de fadas, claro que não, mas a gente escreve norteando pra ser uma história de amor com final feliz."

Ainda sobre os bastidores do filme, Danielle afirma que há diversas histórias para contar: "Filmamos parte dele no Uruguai e dentro de uma lona de circo em um descampado em Montevidéu. Um dia, acordamos com uma tempestade elétrica e soubemos que nosso circo havia desmoronado. Foram uns cinco dias de uma luta árdua da produção pra colocar nosso circo de pé novamente pra voltarmos a filmar. Viramos família, tipo trupe circense mesmo, e nunca largamos as mãos uns dos outros. No final deu tudo certo. Foi um final mais do que feliz", completou. 

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