FAMOSOS

Cleo Pires sobre o lado ruim do rótulo de símbolo sexual: “Tentavam me reduzir”

“Queria viver as possibilidades artísticas”, disse a atriz

Cleo Pires falou sobre o rótulo de símbolo sexual
Cleo Pires falou sobre o rótulo de símbolo sexual - Foto: Reprodução/ Instagram@cleo

Redação Publicado em 04/06/2026, às 07h00

A atriz Cleo Pires, de 43 anos, contou que o fato de ser considerada um símbolo sexual no passado dificultou seu trabalho porque muitas pessoas tentavam reduzi-la e não a levavam a sério.

Em entrevista à Quem, a filha de Gloria Pires ressaltou que não tem nada contra a sensualidade e a sexualidade, e aceitava papéis mais provocantes porque queria viver “todas as possibilidades artísticas”. 

“Nunca quis me desvencilhar disso. O que eu sempre quis foi poder viver todas as possibilidades artísticas que um ator e um cantor têm — explorar coisas, me desafiar e ser levada a sério no que faço, porque acho que faço bem”, explicou.

Cleo acrescentou: “Senti que o lugar de sex symbol em que as pessoas me colocavam acabou se tornando uma ferramenta para tentar me reduzir a apenas isso. Não sei se de forma consciente, não sei se de propósito, acho que é algo estrutural mesmo, que existe na sociedade”, continuou.

“A sexualidade em si não tem nada de negativo. O que tem de negativo é como as pessoas se apropriam dela para controlar, abusar ou ofender outras pessoas. Isso é ruim. Mas a sexualidade em si? Eu acho uma coisa melhor, é o que faz a vida. Então, quando fui alçada a esse posto, eu só achava divertido. Fui vivendo e entendendo como as pessoas usavam isso, e foi aí que me vi numa situação em que tentavam me reduzir — minha carreira, minha vida, minha jornada, a mim mesma — a uma coisa só. Como se, por você ser uma pessoa sexual, não houvesse nem a possibilidade, nem o direito de viver outras esferas da vida ou falar sobre elas”, ressaltou.

No bate-papo, Cleo também abriu o jogo sobre pressão estética e revelou que está tranquila com suas escolhas.

“Honestamente, esse posto de sex symbol foi uma coisa muito criada pelas outras pessoas. Eu não sentia que minha carreira, minha existência, minha paz ou minha saúde mental dependiam disso. Era uma coisa muito legal, divertida, que me dava retornos positivos — e quando começou a se tornar algo reducionista, eu pensei: ‘Não é legal, não deveria ser assim’. Mas nunca senti que as escolhas que fiz foram por pressão. Fiz rinoplastia, fiz lipoaspiração, coisas pontuais. Mas, fiz porque eu quis muito, não porque me senti pressionada a fazer. Era algo que eu queria ver em mim, que eu desejava”, finalizou.