
por Eduardo Graboski
Publicado em 07/05/2026, às 12h29 - Atualizado às 12h49
A Band voltou a demonstrar interesse em Gaby Cabrini. A emissora quer a apresentadora para dividir o comando do Boa Noite Família com Renato Ambrósio, nova atração dominical prevista para o segundo semestre, das 18h às 20h.
A notícia movimenta bastidores, mas também reforça algo que venho dizendo há algum tempo: Gaby é um dos nomes mais interessantes da nova geração de apresentadoras da TV aberta.
Aqui cabe aquele “eu avisei”, sem arrogância. Só com a tranquilidade de quem olhou para ela no palco, no vídeo e no improviso e percebeu que ali existia mais do que uma boa apresentadora de programa de fofoca. Existia uma comunicadora pronta para voos maiores.
Quando comandou a coletiva do SBT para apresentar a nova programação da casa, Gaby roubou a cena. Não porque forçou protagonismo, mas porque tem uma coisa cada vez mais rara na televisão: naturalidade. Ela sabe brincar, ouvir, cortar, conduzir e ocupar o palco sem parecer ensaiada demais. Isso, na TV, vale ouro.
Depois, veio a aposta no “The Voice Brasil”, mostrando os bastidores do programa. Mais um sinal de que alguém ali dentro já tinha entendido o tamanho do talento dela. Agora, com a Band de olho de novo, fica ainda mais claro: Gaby virou um nome desejado no mercado.
E não por acaso. Ela tem presença popular sem perder elegância. Tem energia de programa ao vivo, timing de auditório e segurança para conversar com famoso sem ficar refém da celebridade.
Gaby lembra um tipo de apresentadora que fez falta na TV brasileira: aquela mulher que segura um programa de variedades, conversa com o público, recebe convidados, comenta os assuntos do dia, ri, improvisa e cria intimidade com quem está em casa.
Hebe fez isso de um jeito único. Luciana Gimenez transformou entrevista, comportamento, fofoca e espontaneidade em televisão. Adriane Galisteu também dominou esse lugar nos programas de tarde, com carisma, rapidez e presença. Gaby tem essa vocação.
Por isso, a movimentação da Band faz sentido. A pergunta é: o que o SBT está esperando? Vai perder mesmo esse talento? Gaby tem DNA de SBT. Combina com o canal, com a linguagem popular, com o improviso e com esse espírito de apresentadora que conversa olhando no olho do público.
Aqui vai uma sugestão: Gaby aos sábados. Quem sabe ocupando a brecha deixada por Virginia, talvez dividindo o palco com Cela, recém-contratada, em algum formato especial, ou até com outro talento da casa, como o Fofoquito (Everton Di Souza), por exemplo.
O ponto é simples: o SBT deveria olhar para Gaby não apenas como integrante de elenco, mas como produto. Como marca. Como rosto de programa. Porque, nesse caso, talento já não é promessa. É evidência.
A ida para a Band, caso aconteça, pode ser uma ótima oportunidade para ela. Mas também pode virar aquele clássico momento em que uma emissora percebe tarde demais o que tinha dentro de casa.
A TV vive reclamando que faltam novos rostos, novas comunicadoras, novas apresentadoras com brilho real. Pois bem: uma delas está aí. Gaby Cabrini já mostrou que tem palco, vídeo, improviso e presença. Falta só alguém entregar a chave do programa e deixar a mulher trabalhar. E, sinceramente? Ela merece.
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