Com filhos na escola, Carolinie Figueiredo desabafa: “Começo a me enxergar novamente”

Carolinie Figueiredo enquanto aguarda os filhos saírem da escola - Foto: Reprodução/Instagram

Carolinie Figueiredo enquanto aguarda os filhos saírem da escola – Foto: Reprodução/Instagram

Carolinie Figueiredo fez um emocionante texto em seu Instagram, na tarde desta quarta-feira (27), ao relatar suas sensações por deixar seus filhos na escola no segundo dia de aula, sem ainda ter se acostumado com a distância. Ela é mãe de Bruna Luz, de quatro anos, e Theo, de quase dois anos.

“Sigo minhas tardes de adaptação ao fato dos filhos entrarem na escola. Queria ter filmado. Teve mãe escondida atrás da árvore, teve criança que não parou de chorar e gente que nem olhou pra trás! Esperei duas horas pra ver se o caçula precisaria de mim, pois chegou dormindo, certamente chamaria meu nome. Nada. Fiquei mais um tempo caso alguém precisasse de mim, sei lá pra que… A mais velha eu já esperava que fosse toda entusiasmada, mas meu bebezinho? Ok. Realmente não fui solicitada por ninguém – Lidando com isso em 3,2,1…”, escreveu a atriz em parte de seu relato.

Carolinie Figueiredo com os filhos Bruna Luz e Theo - Foto: Reprodução/Instagram

Carolinie Figueiredo com os filhos Bruna Luz e Theo – Foto: Reprodução/Instagram

Ela ainda continuou: “Não sabia o que fazer nas próximas três horas… Acho que era tanta opção, tanta coisa acumulada… Pensei em cochilar no carro, mas fiquei estudando texto, ainda na frente do portão, por mais um tempo. Depois? Depois eu matei saudades de uma coisa que sempre amei: dirigir pela cidade com a música nas alturas… Rodei, rodei e aqui estou eu nesse fim de tarde. Essa é minha hora favorita, a luz do sol indo embora, deixando saudades antes de recolher”.

Por fim, a atriz concluiu seu desabafo: “E não é que eles crescem mesmo? E não é que é rápido? Há quase dois anos eu estava parindo no banheiro, há um ano mergulhada num pós-parto profundo de questionamentos, sem saber quem eu era, o que faria, como faria… Sem caber nas roupas e sem saber o que vestir (e isso não é só uma metáfora). Agora, quase dois anos depois, começo a me enxergar novamente. Digo, perceber minhas necessidades (de espaço, de tempo, de privacidade, de direito ao corpo). Pergunto como é viver com liberdade? Ele começa a entender que é um ser com as próprias necessidades e demandas. E juntos, nós três vamos achando um equilíbrio entre sermos três, sermos dois e sermos só nós mesmas (que é uma delícia também!!! )Eu estava com saudades de mim e é quase emocionante reconhecer isso ao me reconhecer novamente. Mas a mesma… Essa eu nunca serei. Alguém por aí?”.

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