Veja a Odontologia como porta de entrada estratégica

por Zoom Pop
Publicado em 24/02/2026, às 21h16
A cirurgiã-dentista Maria Fernanda Braga vem ampliando o papel da odontologia na saúde sistêmica ao direcionar sua linha de atuação desde 2016 para o tratamento do paciente respirador bucal. Com foco em odontologia do Sono, a especialista estrutura um modelo de atendimento que integra diagnóstico odontológico, padrão respiratório e qualidade do sono.
Respirar pela boca não é apenas um hábito. Na rotina, pode causar cansaço constante, dificuldade de concentração, sono não reparador, ronco, boca seca, inflamações gengivais, alterações no crescimento facial em crianças e pior desempenho físico e cognitivo. Muitas vezes, o dentista é o primeiro profissional a identificar esses sinais durante a avaliação clínica, antes mesmo do paciente procurar um cardiologista ou pneumologista.
Estudos associam respiração bucal crônica, ronco e apneia obstrutiva do sono ao aumento do estresse cardiovascular. A queda repetida da oxigenação durante o sono pode sobrecarregar o coração e elevar o risco de hipertensão, arritmias como a fibrilação atrial e outros eventos cardíacos. É nesse contexto que a odontologia do sono ganha relevância preventiva.
Doutora Maria Fernanda Braga acaba de trazer para suas duas unidades de atendimento no Rio de Janeiro a polissonografia tipo IV com marcador de risco cardiovascular. O exame, além de analisar respiração e oxigenação do paciente agora permite identificar sinais fisiológicos associados a sobrecarga cardíaca, ampliando a capacidade de rastreio dentro do próprio consultório odontológico.
A proposta é clara: posicionar a odontologia como porta de entrada estratégica para o diagnóstico precoce do respirador bucal, integrando prevenção, tratamento e encaminhamento multidisciplinar quando necessário.
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