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Repórter do TV Fama, Naty Curvelo fala sobre bastidores, pressão ao vivo, perrengues e reality: “Sou muito competitiva”

Naty Curvelo, do TV Fama, dalou sobre bastidores, pressão ao vivo, perrengues e reality
Naty Curvelo, do TV Fama, dalou sobre bastidores, pressão ao vivo, perrengues e reality - Foto: Divulgação
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por Zoom Pop

Publicado em 09/04/2026, às 17h05

Repórter do TV Fama, Naty Curvelo completa um ano no ar e abre o jogo sobre os bastidores da televisão e mostra que a rotina no entretenimento está longe de ser só glamour. Em entrevista, ela fala sobre a virada de chave que a levou para a comunicação, relembra momentos marcantes da carreira, como o encontro com a atriz Laura Cardoso e a cobertura do Festival de Cannes, onde entrevistou Paul Mescal, e expõe perrengues e improvisos.

Na conversa, Naty ainda revela como o esporte ajudou a moldar sua disciplina, comenta o que a vida profissional ensinou sobre resiliência e diz como se comportaria em um reality show: no coração, na intensidade e sem esconder posicionamento. A entrevista traz sua trajetória, confissões e episódios curiosos de uma profissional que vive hoje um dos universos mais disputados da TV.

Antes de ser repórter do TV Fama, você atuou, se dedicou ao esporte e hoje está no universo do entretenimento. Em que momento entendeu que queria seguir na televisão?

Desde pequena eu sempre tive essa veia da comunicação, comecei a fazer teatro na escola, lembro até hoje da primeira peça: ‘Poemas’, de Fernando Pessoa, mas para mim era uma realidade muito distante e eu demorei para encarar como profissão mesmo. Por isso, minha primeira formação é direito, sou advogada, mas nunca larguei as câmeras. Eu sou uma pessoa que acredita muito em seguir o coração e os sonhos. E eu vejo na comunicação uma forma de dar luz e voz para as pessoas e transformar realidades. A profissão me escolheu, eu não sei viver se não for fazendo isso.

E o que cada uma dessas fases te ensinou?

Persistência, resiliência e acreditar que é possível conseguir as coisas com muita dedicação. Me ensinou também a estar aberta para as oportunidades, a me adaptar a cada linguagem, a ouvir a minha essência, a cuidar dos meus valores e não desistir de algo que você quer muito, ainda que pareça distante ou impossível.

Aliás, você tem uma ligação muito forte com o esporte. Sempre esteve presente na sua vida?

Na verdade, eu acho que foi o contrário. Nunca fui boa em esporte nenhum, sempre era a última a ser escolhida nas aulas de educação física, mas por isso mesmo eu gostava de pensar sobre o esporte, ainda que o corpo não obedecesse. Minha mãe competia na natação, meu avô foi goleiro e maluco por esporte, então eu conversava muito com ele sobre o assunto e isso foi fazendo eu me apaixonar... se eu não sabia jogar, eu sabia falar!

Sua relação com o corpo vem mais de estética, saúde, disciplina ou superação?

Hoje em dia, tudo isso. Eu comecei muito novinha na musculação porque tinha o sonho da perna grossa e sempre fui bem magrinha (risos). Agora, são 20 anos de treino, já virou um estilo de vida, faz parte de mim. Gosto de praticar e falar sobre isso, inclusive. É um lifestyle mesmo, é saúde, qualidade de vida, bem-estar. Eu sou feliz com o meu corpo, não tenho nenhuma meta, só quero seguir fazendo o que eu gosto e o que me deixa bem.

Qual foi a maior transformação que o esporte trouxe para a sua vida, não só fisicamente, mas mentalmente também?

Acho que foi isso, aprender a ter paciência, foco, dedicação. Saber esperar, saber que para alcançar algo você precisa fazer escolhas. E que tudo é um processo, que se eu quero algo eu preciso percorrer o caminho para alcançar.

No TV Fama, qual entrevista ou momento mais te marcou nesse mais de um ano de programa?

O TV Fama é uma caixinha de surpresas e um desafio diário porque lidamos com todo tipo de conteúdo e pessoas, mas poder entrevistar Laura Cardoso foi emocionante. Confesso que fiquei muito nervosa. Outro momento inesquecível foi o Festival de Cannes. Fiz absolutamente tudo sozinha para colocar as entrevistas no ar e deu tudo certo e ter a oportunidade de conversar com Paul Mescal foi inesquecível

Já passou por alguma saia justa, situação engraçada ou bastidor inesperado durante uma gravação?

Várias (risos). Trocar o nome da pessoa, me atrapalhar com microfone, tropeçar na frente da câmera. Sou muito estabanada (risos), fora os perrengues, né? Sair correndo para conseguir uma entrevista, ficar na chuva, na porta de evento por horas e por aí vai. As pessoas não imaginam esses bastidores. Não é só glamour (risos), mas é sempre divertido. Sou apaixonada pelo que faço.

No TV Fama, qual tipo de famoso é mais difícil de abordar: o simpático demais, o apressado ou o que claramente não quer falar?

O mais difícil é aquele que parece que está fazendo um favor dando três palavras para você. Porque ele, claramente, não quer estar ali, não quer falar e você sente que até está incomodando a pessoa. O famoso mais difícil? É relativo, mas eu acho que o que mais me desafiou foi o Paul Mescal, em Cannes, porque teve que ser em inglês e eu tinha uma pergunta, uma chance só, ao lado de jornalistas do mundo todo e com transmissão ao vivo.

Você já teve que segurar emoção, nervosismo ou improvisar ao vivo em alguma situação?

No geral, eu sou calma, e eu gosto de improvisar no ‘ao vivo’ porque me te tira da zona de conforto. Quando o Brasil ganhou o Oscar de melhor filme internacional com “Ainda Estou Aqui”, eu estava ao vivo e dei a notícia ali em primeira mão, no susto. Então eu tentei segurar e emoção, mas não consegui muito (risos). É muito maluco isso, porque antes de começar sempre dá um frio na barriga, mas parece que depois do “ação”, de ver a câmera ligada, tudo faz sentido e a coisa flui naturalmente.

Na correria do TV Fama, o que mais exige jogo de cintura: insistir numa entrevista, improvisar ou lidar com o ego dos famosos?

Quando o assessor do artista quer cortar a entrevista porque temos pouco tempo. É um desafio olhar para a pessoa fazendo sinal para encerrar a gravação e ao mesmo tempo continuar focada nas perguntas para fazer um bom conteúdo. Acho que isso é o mais complicado, driblar o tempo curto que temos para extrair uma boa declaração.

Qual bastidor do TV Fama o público não imagina, mas faz parte da sua rotina?

A gente faz TUDO! Gravamos a entrevista, escrevemos a matéria, colocamos as minutagens do vídeo e o que queremos de imagem, fazemos a locução, caso precise, fechamos matérias de outros jornalistas, fazemos VTs e quando precisa, saímos sozinhos para gravar, sem equipe, sem câmera, sem ninguém. Tudo por uma boa declaração, um furo jornalístico, uma fofoca quente. Vale a pena!

Você se considera competitiva? Acha que sua vivência com esporte e televisão te prepararia bem para um reality show?

Eu sou muito competitiva! Tenho até dúvida do meu limite entre insistir e ser teimosa. Acho que isso me faz não desistir de tudo. Minha vida inteira foi assim, nunca foi fácil tudo o que eu sonhei, então em um reality eu tenho certeza de que daria tudo de mim. Ao mesmo tempo, acho que o esporte me ensinou sobre lidar com pressão e respeitar o outro. E a TV me ajudou com jogo de cintura, né? De estar preparada para qualquer situação a qualquer momento, porque tudo pode acontecer. É sempre uma surpresa.

O que o público ainda não conhece sobre você, mas descobriria rapidinho se te acompanhasse de verdade, dentro de uma convivência mais intensa?

Acho que a Naty de verdade. Apesar de ser sempre super alegre e espontânea no meu trabalho e nas redes sociais, acho que numa convivência intensa o público perceberia uma pessoa sensível, bagunceira pra caramba, intensa, que não consegue guardar as coisas para depois e quer resolver tudo na hora. Eu me cobro muito também, acho que isso facilmente daria para perceber. E alguém que vai ter que aprender o que é divisão. Eu sempre fui muito sozinha, sou filha única, nunca tive que dividir nada com ninguém. O que é bom, porque eu aprendi a me virar sempre, a vida toda. Mas, ao mesmo tempo, eu não sei o que é dividir. Por exemplo: normalmente eu prefiro eu mesma fazer algo do que confiar em alguém.

Se entrasse em um reality, você seria mais coração, estratégia ou explosão?

Totalmente coração. Eu sou muito verdadeira com os meus sentimentos, com as minhas convicções, intuição e valores. Então, eu não deixaria de posicionar, ainda que isso me deixasse mal no jogo. Sou de opinião, de me posicionar, de falar, tomar partido e encarar as consequências. Também não sou de fazer cena, de forçar nada, eu sou muito honesta e aberta com tudo.