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Personal trainer Danilo Cruz Carneiro se destaca ao popularizar o treino Upper/Lower nas academias brasileiras

Especialista explica por que a divisão de membros superiores e inferiores tem atraído praticantes que buscam resultados mais rápidos e treinos menos cansativos

Imagem Personal trainer Danilo Cruz Carneiro se destaca ao popularizar o treino Upper/Lower nas academias brasileiras
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por Zoom Pop

Publicado em 01/12/2025, às 22h34

Em meio às inúmeras divisões de treino que circulam pelas academias, uma técnica antiga voltou ao centro das conversas: o Upper/Lower. Simples, direta e eficiente, ela tem conquistado desde iniciantes até praticantes mais experientes — e quem acompanha essa mudança de perto é o personal trainer Danilo Cruz Carneiro, que observa o crescimento da abordagem entre seus alunos.

Danilo explica que o formato não é novo, mas tem se tornado novidade para quem começou a treinar recentemente e buscava algo mais prático do que as divisões tradicionais, como ABCDE.

“A pessoa treina sem perceber que está usando um método estruturado. Só sente que rende mais, cansa menos e vê evolução”, afirma.

Como funciona a divisão

O Upper/Lower se baseia em apenas dois treinos:

  • Upper (parte superior) — exercícios para peito, costas, ombros, bíceps e tríceps.
  • Lower (parte inferior) — focado em quadríceps, posteriores, glúteos e panturrilhas.

No dia de upper, Danilo costuma distribuir dois exercícios por grupo muscular, mantendo o equilíbrio entre empurrar e puxar.

Já no lower, a lógica é alternar o foco: um dia com maior carga para quadríceps e outro priorizando posteriores da coxa.

“A divisão permite treinar forte todos os dias sem estourar o volume. O aluno chega, rende bem e vai embora com a sensação de treino completo”, diz o personal.

Por que o método virou queridinho

Um dos motivos para o crescimento do Upper/Lower é o aumento de estímulos semanais.

Danilo compara:

“Se o aluno treina peito duas vezes por semana, ele faz no máximo oito treinos de peitoral em um mês. No Upper/Lower, o músculo aparece em cerca de doze sessões. Essa frequência faz diferença no resultado.”

Outro ponto é o desgaste menor. Como o volume diário é mais curto, o corpo recupera melhor, o que ajuda a manter consistência — fator essencial para hipertrofia e evolução a longo prazo.

Atenção à escolha dos exercícios

Apesar de simples, o método exige cuidado. Danilo alerta sobre um erro comum: repetir exatamente o mesmo exercício em dias próximos.

“Se faz supino reto na segunda, não repete na quarta. Troca por um supino inclinado, por exemplo. O músculo continua sendo trabalhado, mas com outro estímulo”, orienta.

Ele reforça que o acompanhamento profissional evita falhas de montagem, sobrecarga e escolhas inadequadas de volume e intensidade.

“Cada pessoa tem uma necessidade diferente. A planilha pode ser igual, mas a execução e as adaptações mudam muito de um aluno para outro.”

Sobre o profissional:

Danilo Cruz Carneiro

CREF 161274-G/SP

Pós-graduado em Musculação e Condicionamento Físico

Pós-graduado em Personal Trainer e Treinamento Esportivo