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Márcio Michelasi lidera articulação nacional para barrar divisão entre estética e beleza

Encontro reuniu representantes do setor que alertaram para riscos econômicos, tributários e jurídicos caso áreas sejam separadas oficialmente no Brasil

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por Zoom Pop

Publicado em 14/05/2026, às 09h58

O presidente do Sindicato Nacional Pró-Beleza, Márcio Michelasi, esteve à frente de uma nova mobilização nacional envolvendo lideranças da estética e da beleza para discutir os impactos de propostas que defendem a separação formal entre os dois segmentos no país.

A reunião contou com representantes de entidades ligadas ao setor, empresários, profissionais da estética e integrantes da ABSB (Associação Brasileira do Setor da Beleza), além de membros dos Conselhos Pró-Beleza e Beleza Patronal. O principal tema debatido foi o possível impacto que mudanças regulatórias poderiam provocar em clínicas, salões de beleza e profissionais autônomos.

Durante o encontro, Michelasi afirmou que estética e beleza possuem ligação histórica, econômica e jurídica, e que qualquer tentativa de divisão pode gerar consequências graves para toda a cadeia produtiva do setor.

Segundo os participantes, uma separação institucional poderia afetar diretamente enquadramentos tributários já reconhecidos pela Receita Federal, além de comprometer benefícios previstos na Lei do Salão Parceiro. O grupo também demonstrou preocupação com o aumento da burocracia e possíveis inseguranças jurídicas envolvendo contratos, atividades profissionais e regulamentações futuras.

Márcio Michelasi destacou que o CNAE utilizado atualmente para atividades de estética e beleza já reconhece a integração entre os segmentos e defendeu que o mercado funciona de forma conjunta há décadas.

Nos últimos dias, o presidente do Sindicato Nacional Pró-Beleza também intensificou seu posicionamento nas redes sociais. Em uma publicação no Instagram, Michelasi afirmou que “estética é, por definição legal, tratamento de beleza” e criticou discursos que tentam separar os setores como se fossem áreas independentes.

Na publicação, ele ainda ressaltou que a beleza envolve conhecimento técnico, científico e profissional, citando formações ligadas à cosmetologia, tricologia, visagismo, bioquímica e terapia capilar.

Outro ponto levantado durante a reunião foi a atuação integrada dos profissionais dentro do mercado. De acordo com os representantes, clínicas e centros de estética funcionam de maneira multidisciplinar, reunindo especialistas que atuam em procedimentos ligados à pele, cabelo, imagem pessoal e bem-estar.

As lideranças também defenderam que a estética possui impacto direto na autoestima, saúde emocional e qualidade de vida da população, além de participação crescente em ambientes clínicos e hospitalares.

Durante os debates, representantes do setor classificaram como “equivocada” a tentativa de criar uma separação entre estética e beleza, argumentando que a proposta não representa a realidade prática do mercado brasileiro.

Ao final do encontro, Márcio Michelasi reforçou que o setor continuará mobilizado nacionalmente e ampliará o diálogo político em Brasília para defender a manutenção da integração entre estética e beleza.

“Estamos falando de um setor construído de forma conjunta ao longo da história. Separar estética e beleza significa criar instabilidade para milhares de profissionais e empresas que movimentam a economia brasileira diariamente”, declarou Michelasi.