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Maquiadora Beatriz Dias diz que o Miss voltará a lançar tendências de moda e make: “vitrine poderosa”

Ela tem experiência em beleza profissional, campanhas publicitárias e concursos de beleza

Beatriz Dias avalia papel do Miss São Paulo no universo feminino - Fotos: Divulgação
Beatriz Dias avalia papel do Miss São Paulo no universo feminino - Fotos: Divulgação
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por Zoom Pop

Publicado em 07/10/2025, às 18h55 - Atualizado em 10/10/2025, às 19h00

A influencer e maquiadora Beatriz Dias, de 24 anos, representante de São José do Rio Preto no Miss Brasil São Paulo – franquia internacional Supertalent, acredita que os concursos de beleza estão prestes a viver um novo momento: o de voltarem a ditar tendências.

Com experiência em maquiagem profissional, campanhas publicitárias e concursos de beleza, Beatriz enxerga o Miss como mais do que um desfile — um reflexo das transformações culturais e estéticas que o público consome. Assim como acontece nas redes sociais.

“O Miss influenciava o que as mulheres queriam vestir, como se maquiar e até como se portar. Depois veio o boom dos realities, das influencers e dos filtros, e o Miss perdeu um pouco essa conexão com o público. Mas acho que está voltando. Assim como um reality lança tendências, o Miss também pode ser uma vitrine poderosa para novas estéticas, mais reais e atuais”, diz.

Natural de Nova Granada/SP, Beatriz começou no universo dos eventos ainda adolescente — foi princesa do rodeio da sua cidade e desde então mergulhou no mundo da beleza e da moda. Hoje, é maquiadora e modelo, estrela campanhas para marcas de moda, entre elas a Hering. E viaja o mundo atendendo noivas. Ela se especializou nesse nicho.

“A maquiagem sempre foi minha forma de comunicação. Ela muda expressões, muda percepções e empodera. O que eu quero trazer para o Miss é essa visão moderna, que beleza não é mais sobre perfeição, e sim sobre verdade. A mulher que sabe quem é e o que quer já entra no palco com meio caminho andado. Mais confiante e poderosa”.

Segundo Beatriz, a nova geração de concursos precisa refletir o que acontece nas redes sociais — diversidade de rostos, de estilos e de identidades. Assim como o Miss São Paulo Internacional propõe: uma disputa sem padrões, acolhendo candidatas dos mais diferentes perfis.

“Concordo muito com essa ideia. O público não quer mais um padrão. Quer se ver representado. Miss hoje pode ser fashion, criadora de conteúdo, empresária, ousada. O conceito de beleza está mudando e o Miss acompanhou isso, não para seguir modinha, mas para se tornar novamente um espelho da mulher real. Por isso decidi fazer parte desse projeto”.

Em preparação para o concurso, Beatriz faz aulas de passarela e oratória, mas destaca que o maior desafio é mudar a percepção das pessoas sobre o que é ser Miss. “Não quero ser uma candidata de coroa e sorriso ensaiado. Quero ser lembrada por provocar mudança, inspirar meninas e mostrar que o Miss pode ser relevante, bonito e influente. A passarela é só o começo”.