Dr. Régis Ramos analisa tendência de reversão estética entre celebridades; saiba mais

por Zoom Pop
Publicado em 21/05/2026, às 11h10 - Atualizado às 11h15
Discussões sobre exageros estéticos voltaram ao centro do debate nas redes sociais e no universo das celebridades após nomes como Kris Jenner, Courteney Cox e Blac Chyna repercutirem internacionalmente ao falar sobre arrependimentos, dissoluções de preenchimentos e mudanças na relação com a própria imagem. O movimento, que reforça uma busca crescente por resultados mais naturais, também encontra eco no Brasil entre famosas como Juliana Paes e Claudia Raia, que já abordaram publicamente temas como envelhecimento, pressão estética e excesso de intervenções.
Nesse cenário, o cirurgião plástico Dr. Régis Ramos afirma que a repercussão em torno de Kris Jenner acabou se tornando um dos principais símbolos do debate atual sobre reversão de procedimentos estéticos e naturalidade. Segundo o especialista, o aumento de intervenções em pacientes cada vez mais jovens, impulsionado principalmente pelo TikTok, Instagram e filtros digitais, criou uma lógica perigosa de padronização facial.
Técnicas como bichectomia, preenchimentos em excesso, lipo HD e lifts faciais precoces passaram a ser vistas como soluções rápidas para alcançar um rosto ou corpo “perfeito”, muitas vezes sem que os pacientes considerem os efeitos dessas mudanças ao longo do tempo.
“A busca pelo rosto perfeito de hoje pode se transformar no arrependimento de amanhã. Muitas vezes, o paciente remove estruturas importantes da face ou modifica sua anatomia sem necessidade real, apenas seguindo tendências”, afirma o médico.
O debate ganhou ainda mais força após especialistas internacionais passarem a discutir o chamado “pillow face”, expressão usada para descrever rostos excessivamente preenchidos e sem naturalidade. O fenômeno virou pauta frequente em programas de entretenimento, revistas de celebridades e fóruns sobre beleza, principalmente depois que famosas começaram a admitir publicamente a dissolução de preenchimentos e mudanças no visual em busca de uma aparência menos artificial.
Dr. Régis Ramos explica que um dos exemplos mais emblemáticos é a bichectomia. Popularizada nos últimos anos como técnica para afinar o rosto, ela remove parte da gordura bucal, considerada importante para sustentar a face durante o envelhecimento.
“Hoje já observamos pacientes que fizeram bichectomia muito cedo e começam a apresentar aspecto de envelhecimento precoce alguns anos depois. A gordura da face não existe por acaso. Ela participa da sustentação e da harmonia facial”, explica.
Outro procedimento citado pelo especialista é a lipo HD, conhecida pela definição extrema da musculatura. Embora muito procurada por influenciadores e celebridades fitness, o médico alerta que o envelhecimento natural da pele e as oscilações de peso podem comprometer o resultado estético futuramente.
“O corpo muda com o tempo. Uma definição excessiva pode se transformar em irregularidades, retrações e assimetrias anos depois”, afirma.
O médico também chama atenção para o crescimento de cirurgias faciais precoces realizadas sem indicação clínica clara, especialmente entre pacientes jovens influenciados por tendências virais. Segundo ele, intervenções antecipadas podem gerar fibroses e dificultar procedimentos realmente necessários no futuro.
Para o especialista, a estética moderna começa a caminhar para uma valorização maior da naturalidade, movimento que já aparece entre celebridades que passaram anos associadas a transformações radicais.
“A estética bem feita não deve apagar características individuais nem transformar todos os rostos em um padrão único. Gerenciar o envelhecimento exige estratégia, ciência e equilíbrio. Na estética de verdade, menos quase sempre será mais”, finaliza.
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