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Julies leva hits do emo para o reggae em projeto com Pe Lanza, Hateen, Hevo84 e Replace

Cantor mobiliza fãs e busca marcas para viabilizar o audiovisual “Se Esse Emo Fosse um Reggae”, que recria a memória dos anos 2000 em nova sonoridade

Julies prepara “Se Esse Emo Fosse um Reggae”, audiovisual com Pe Lanza, Rodrigo Koala, Hevo84 e Beto, do Replace - Foto: Divulgação
Julies prepara “Se Esse Emo Fosse um Reggae”, audiovisual com Pe Lanza, Rodrigo Koala, Hevo84 e Beto, do Replace - Foto: Divulgação
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por Zoom Pop

Publicado em 15/10/2026, às 15h00

Julies está levando a nostalgia de uma geração para outra frequência. O cantor e compositor prepara “Se Esse Emo Fosse um Reggae”, projeto audiovisual que transforma hits do emo e do rock nacional dos anos 2000 em novas leituras guiadas pelo reggae e conta com participações especiais de Pe Lanza, do Restart; Rodrigo Koala, do Hateen; Hevo84; e Beto, do Replace.

Em vídeo recém-publicado nas redes sociais, Julies colocou o público dentro do próximo passo do projeto: encontrar marcas que queiram fazer parte da produção. A chamada convida os seguidores a indicar e marcar empresas que tenham afinidade com a memória afetiva, a identidade visual e a força cultural daquela fase da música brasileira.

Não se trata de uma ação genérica de divulgação. Ao mobilizar os fãs, Julies transforma a comunidade que cresceu com esses refrões em agente ativo para fazer o audiovisual acontecer. A proposta é conectar parceiros a um encontro inédito entre artistas ligados à história do emo nacional e uma nova linguagem musical.

O vídeo apresenta referências que ajudam a dimensionar o universo de “Se Esse Emo Fosse um Reggae”: “As Cores”, do Cine, “Ponto de Paz”, do Replace, e “Passos Escuros”, da Hevo84. As canções não anunciam o repertório completo, mas sinalizam o recorte emocional que Julies quer levar para os novos arranjos.

A pista mais comentada está na trilha sonora. Enquanto fala sobre o projeto, o artista usa um instrumental em reggae de “Daqui Pra Frente”, clássico do NX Zero. A música já havia aparecido em uma versão compartilhada por Julies durante uma viagem à Tailândia e também foi citada por ele, em entrevista à Rolling Stone Brasil, entre as faixas que gostaria de revisitar — ao lado de “Além de Mim” e “1997”.

A presença do instrumental não confirma oficialmente a entrada de “Daqui Pra Frente” no audiovisual, mas adiciona uma camada de expectativa ao projeto. Se a música estiver no repertório, a releitura representará mais um ponto de encontro entre o universo que Julies apresenta agora e a história musical de quem viveu aquela era.

A produção musical é assinada por Zain, parceiro de Julies em “Quem Sabe”, “Olha Pra Mim” e “Quando o Amor Chamar”. O produtor também acumula trabalhos como “Ninguém Explica Deus” e o álbum V3NOM Vol. 1 — Eclipse, de MC Lan, que contou com músicos ligados a bandas como System of a Down e KoRn.

Com apoio do Espaço O Acústico, na Zona Norte de São Paulo, Julies estrutura uma produção pensada para ir além da releitura. “Se Esse Emo Fosse um Reggae” propõe reposicionar canções que marcaram uma geração, com os artistas que fizeram parte dessa história, novos arranjos e uma experiência audiovisual ainda em desenvolvimento.