Dr. Danilo Gianuzzi conversou com Salatiel Araújo sobre o assunto no Plantão Doutor TV exibido na Band Vale.

por Zoom Pop
Publicado em 03/02/2026, às 23h41
A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações físicas e emocionais. Em meio a esse período de crescimento acelerado, uma condição silenciosa pode surgir e passar despercebida: a escoliose idiopática do adolescente, um problema que exige atenção precoce para evitar complicações futuras.
Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4% da população mundial apresenta algum grau de escoliose. No Brasil, isso representa aproximadamente 6 milhões de pessoas convivendo com a condição, muitas delas diagnosticadas ainda na infância ou adolescência.
O que é a escoliose idiopática do adolescente?
A escoliose idiopática do adolescente é caracterizada por uma curvatura anormal da coluna vertebral que surge, geralmente, durante o estirão do crescimento, na puberdade. O termo “idiopática” significa que não há uma causa definida, sendo esse o tipo mais comum de escoliose em todo o mundo.
De acordo com o ortopedista Dr. Danilo Gianuzzi, a condição costuma aparecer de forma inesperada. “A criança não apresenta nenhum problema prévio e, de repente, durante a fase de crescimento acelerado, começa a surgir um desalinhamento da coluna”, explica.
Sinais de alerta que os pais devem observar
Embora o acompanhamento regular com o pediatra seja fundamental, muitos casos são percebidos inicialmente em casa. Alguns sinais visíveis podem indicar o desenvolvimento da escoliose, como:
A dor, segundo o especialista, geralmente não está presente nos estágios iniciais, o que reforça a importância da observação visual e das consultas de rotina.
A importância do diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce é decisivo para o sucesso do tratamento. Quando identificada nos estágios iniciais, a escoliose pode ser controlada com medidas conservadoras, como uso de colete ortopédico e fisioterapia, evitando a progressão da curvatura.
“O objetivo é impedir que a curva avance para graus mais elevados, que podem exigir cirurgia”, destaca o Dr. Danilo. Curvaturas leves e moderadas, se acompanhadas corretamente durante a fase de crescimento, tendem a se estabilizar na vida adulta.
Quando a cirurgia é necessária?
Em casos mais avançados, quando a curvatura ultrapassa determinados graus, a cirurgia pode ser indicada. A boa notícia é que as cirurgias de coluna evoluíram significativamente nos últimos anos, tornando-se mais seguras, precisas e eficazes, com uso de tecnologia de monitoramento neurológico e materiais modernos.
“O avanço da medicina trouxe mais segurança tanto para os pacientes quanto para as famílias”, afirma o ortopedista.
Impacto emocional e qualidade de vida
Além das questões físicas, a escoliose pode afetar a autoestima do adolescente, que muitas vezes enfrenta inseguranças e até situações de bullying. Por isso, o tratamento deve considerar não apenas a correção da coluna, mas também o bem-estar emocional do paciente.
Com acompanhamento adequado, a grande maioria dos jovens com escoliose leva uma vida absolutamente normal, sem restrições para atividades físicas, estudos ou vida social.
Informação e acompanhamento fazem a diferença
A escoliose idiopática do adolescente é uma condição comum, tratável e controlável quando diagnosticada precocemente. Informação de qualidade, atenção aos sinais e acompanhamento médico regular são os principais aliados de pais e jovens para garantir saúde, segurança e qualidade de vida ao longo do crescimento.
Dr. Danilo Lira Gianuzzi é médico ortopedista e cirurgião de coluna, com atuação destacada em cirurgias minimamente invasivas e endoscópicas. Fundador do Instituto Montcare – Centro de Excelência em Coluna e Dor, em Moema (SP), é referência no tratamento de patologias vertebrais com foco em precisão técnica e recuperação funcional. Possui formação pela Faculdade de Medicina de Mogi das Cruzes, residência em Ortopedia e especializações em cirurgia endoscópica da coluna.
Fonte: Dr. Danilo Gianuzzi | @drdanilogianuzzi
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