Como fazer o vídeo de inscrição do BBB: personalidade é a chave, segundo assessor

por Zoom Pop
Publicado em 16/04/2026, às 12h00
Com a movimentação em torno das inscrições para o próximo Big Brother Brasil, muita gente já começa a pensar no vídeo ideal, na melhor estratégia e em como chamar atenção da produção. Para Eduardo Graboski, jornalista e estrategista de imagem, o maior erro de quem sonha com uma vaga no reality é tentar montar um personagem.
“Tem gente que acha que precisa parecer perfeito, engraçado o tempo todo ou falar frases de efeito. Outros até escolhem roupas e um estilo que não têm nada a ver com quem realmente são. Querem fazer personagem. E isso costuma afastar. A produção percebe quando a pessoa está forçando uma versão de si mesma”, afirma.
Segundo Graboski, o processo de seleção vai muito além de aparência ou carisma imediato. Para ele, o que realmente pesa é a capacidade de transmitir personalidade, história e potencial de jogo logo nos primeiros minutos.
"O vídeo de inscrição não é currículo. Não é o momento de falar só do trabalho, da faculdade ou de uma lista de qualidades. É preciso mostrar presença, opinião, ritmo e, principalmente, o que faz aquela pessoa render dentro de um programa como o BBB”, diz.
Ele também destaca que um dos pontos mais importantes da inscrição é ter clareza sobre a própria narrativa. “A chave é a personalidade. É preciso falar das características, do temperamento e de como a pessoa reage em diferentes situações. Antes de gravar qualquer coisa, a pessoa precisa se perguntar: por que o público me assistiria? O que existe em mim que gera curiosidade, identificação ou conflito? Quem entende isso sai na frente”, analisa.
Na avaliação de Graboski, muita gente ainda encara a inscrição como uma aposta baseada em sorte, quando, na verdade, existe construção por trás. “Muita gente cai em clichês, se autoelogia e repete frases prontas, como ‘o Brasil precisa me conhecer’. Reality show não começa quando a pessoa entra na casa. Começa antes, na forma como ela se apresenta e se comunica para a produção”, pontua.
Para quem está de olho em uma vaga, ele resume em três pilares: verdade, clareza e personalidade. “A produção não procura alguém genérico ou artificial. Procura alguém com presença, que sustente quem é e passe a sensação de que pode movimentar o jogo”, conclui.
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