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Caixão em miniatura vira inovação entre os famosos para o dia dos namorados

Inspirada no imaginário gótico, novidade da Monster D aposta em embalagem colecionável e estética pop para fugir do presente óbvio.

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por Zoom Pop

Publicado em 20/05/2026, às 19h22

A menos de três semanas do Dia dos Namorados, o varejo brasileiro começa a revelar uma tendência que vai além dos presentes tradicionais. Em meio a vitrines tomadas por flores, perfumes e chocolates, algumas marcas têm apostado em embalagens conceituais, narrativas visuais e referências da cultura pop para conquistar consumidores que buscam algo menos previsível.

É nesse cenário que a Monster D, marca brasileira conhecida por lançamentos voltados ao universo de bem-estar e fantasia, apresentou o Viper - Vib. Bullet com controle remoto, uma novidade que chama atenção antes mesmo de ser aberta. O item chega em uma embalagem em formato de pequeno caixão preto, com tipografia gótica, cruz estilizada e interior vermelho, criando uma experiência visual que remete a produções como Crepúsculo, Família Addams e Wandinha.

Segundo a empresa, o lançamento faz parte da curadoria especial para o Dia dos Namorados e já aparece entre os itens mais procurados do catálogo neste período de aquecimento para a data.

O presente como experiência

Mais do que destacar o produto em si, a Monster D parece apostar em um comportamento cada vez mais comum entre consumidores jovens: o desejo por presentes que contem uma história. A ideia é que a embalagem deixe de ser apenas um invólucro descartável e passe a fazer parte do gesto.

Para Thais Bughi, Gerente de Marketing da Monster D, esse detalhe ajuda a explicar a recepção do público.

“Buquê é presente no modo automático. Quem cresceu colecionando edição especial e maratonando Wandinha não quer o drop genérico — quer um item com lore, que daria orgulho de deixar na estante. O Viper foi desenhado para esse público”, afirma a executiva.

A fala resume uma mudança importante no consumo afetivo: o presente para o dia dos namorados deixou de ser apenas funcional e passou a carregar identidade, estética e repertório. Para muitos casais, especialmente os mais jovens, o valor simbólico está na escolha de algo que pareça pensado, fora do comum e alinhado ao gosto de quem recebe.

Um mercado bilionário em busca de diferenciação

Os números ajudam a entender por que marcas estão investindo em narrativas mais elaboradas para o Dia dos Namorados. Segundo pesquisa da CNDL e do SPC Brasil divulgada em maio de 2026, cerca de 93 milhões de brasileiros devem ir às compras para a data, movimentando aproximadamente R$ 22,14 bilhões.

O levantamento coloca o Dia dos Namorados como a terceira maior data do varejo nacional, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães. O ticket médio previsto é de R$ 238, valor que mostra a disposição do consumidor em investir em presentes com maior apelo emocional.

Dentro desse movimento, um dado chama atenção: 18% dos entrevistados afirmaram que pretendem comprar itens voltados à intimidade do casal na preparação para a data. A categoria aparece entre as mais buscadas, atrás de roupas e perfumes, indicando que o consumidor brasileiro está mais aberto a escolhas que fogem do roteiro clássico.

A diferença, porém, está na forma como essas marcas se apresentam. Em vez de comunicação direta ou apelativa, algumas empresas têm adotado uma linguagem mais estética, pop e colecionável, aproximando seus lançamentos do universo da moda, do design e do entretenimento.

O gótico voltou ao imaginário romântico

A estética escolhida pela Monster D não parece casual. Nos últimos anos, o universo gótico voltou a ocupar espaço relevante na cultura pop, impulsionado por séries, filmes, releituras de personagens clássicos e pelo interesse renovado por narrativas sombrias, elegantes e excêntricas.

Crepúsculo marcou uma geração ao associar romance a mistério, intensidade e fantasia. Já Família Addams transformou Gomez e Morticia em um dos casais mais lembrados da cultura pop justamente por subverterem o ideal convencional de relação. Em Wandinha, a estética dark ganhou nova vida entre o público jovem, influenciando moda, maquiagem, decoração e comportamento digital.

Ao embalar o Viper como um pequeno objeto de coleção, a Monster D conversa diretamente com esse repertório. A escolha do caixão, da paleta escura e do interior vermelho cria uma atmosfera que flerta com o teatral, o romântico e o excêntrico, sem depender de uma comunicação óbvia.

“A caixa não é descartável — ela vira parte do presente. O consumidor que escolhe o Viper é o mesmo que coleciona Funko Pop, lê Anne Rice e maratona Wandinha”, explica Thais Bughi.

O discreto como parte da estratégia

Outro ponto observado pela marca é a busca por discrição. A Monster D informa que o item está disponível em sua curadoria de Dia dos Namorados com envio nacional em embalagem neutra, sem identificação externa da marca.

Esse cuidado acompanha uma tendência maior do comércio eletrônico: consumidores querem liberdade para escolher presentes diferentes, mas ainda valorizam privacidade no processo de compra e entrega. No caso de produtos voltados ao casal, esse detalhe pode influenciar diretamente a decisão de compra.

A janela de compra também pesa. De acordo com a pesquisa CNDL/SPC Brasil, 45% dos consumidores deixam as compras para a primeira semana de junho. Para quem deseja receber antes de 12 de junho, a recomendação das marcas costuma ser antecipar o pedido, especialmente em compras online com entrega nacional.

Quando a embalagem vira assunto

O lançamento da Monster D mostra como o Dia dos Namorados de 2026 deve ser marcado por uma disputa não apenas por preço, mas por conceito. Em um mercado saturado de opções tradicionais, a estética pode ser o diferencial entre um presente comum e um objeto capaz de gerar conversa.

No caso do Viper, o caixão em miniatura funciona como uma espécie de provocação visual. Ele não entrega tudo de imediato, mas sugere personalidade, humor e uma dose de teatralidade. É um presente pensado para quem prefere escapar do óbvio sem abandonar o romantismo.

Em tempos de consumidores atentos a detalhes, referências e experiências compartilháveis, a aposta da Monster D reforça uma leitura simples: o presente ideal talvez não seja o mais caro, mas aquele que parece ter sido escolhido com intenção.