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Bastidores da Copa: nacionalidades em xeque e estratégias de popularidade das seleções

Às vésperas do Mundial, atletas mudam de seleção e técnicos investem em aproximação com torcedores para garantir desempenho e engajamento.

Franck Fife/AFP
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por Zoom Pop

Publicado em 10/03/2026, às 17h00

Enquanto a preparação para a próxima FIFA World Cup avança, os bastidores do futebol mundial também passam por uma revolução silenciosa. A FIFA liberou recentemente alterações de vínculo federativo, permitindo que atletas escolham novas seleções, mesmo após passagens por categorias de base de outros países.

Rani Khedira reforça a Tunísia

O volante Rani Khedira, do Union Berlin, é um dos destaques dessa movimentação. Nascido na Alemanha, ele agora defenderá a Tunisia national football team, aproveitando a ligação familiar com o país por parte do pai.

Durante sua trajetória nas categorias de base alemãs, Khedira atuou do sub-15 ao sub-19. E a tradição familiar pesa: seu irmão, Sami Khedira, foi campeão do mundo com a Alemanha em 2014. Com a mudança, Rani poderá entrar em campo no Grupo F da Copa do Mundo, enfrentando Japão, Países Baixos e mais um adversário europeu ainda a definir.

Áustria aposta em jovens promessas

A Austria national football team também se beneficia da flexibilização da FIFA. O meia Carney Chukwuemeka, nascido na Áustria mas formado na Inglaterra, e Paul Wanner, revelado pelo Bayern de Munique e com passagem pela Alemanha, agora estão aptos a reforçar a seleção austríaca.

Chukwuemeka chega do Borussia Dortmund, enquanto Wanner atua atualmente no PSV Eindhoven. Ambos trazem experiência de alto nível nas categorias de base de outras potências europeias, oferecendo novas opções para a equipe austríaca.

Fora das quatro linhas

As seleções também têm explorado ações que reforçam a conexão com torcedores. O técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Carlo Ancelotti, chamou atenção ao participar do Carnaval em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, buscando se aproximar da cultura local e da torcida. A iniciativa foi vista como uma maneira de “abrasileirar” sua imagem, fortalecendo vínculos antes mesmo do início do torneio.

A corrida final

Com mudanças de nacionalidade e estratégias criativas fora do campo, as seleções se preparam para a Copa do Mundo de forma cada vez mais dinâmica. A competição já começou nos bastidores, e cada decisão tomada agora pode fazer diferença quando a bola começar a rolar.