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Atriz Diana Deyse destaca desafios de viver Marcelly no longa 'O Mundo dos Mortos'

Produção é dirigida e roteirizada por Pedro Tavares, com produção de Cavi Borges, e vem chamando atenção em festivais de cinema

Diana Deyse integra elenco do longa 'O Mundo dos Mortos' - Foto: Reprodução
Diana Deyse integra elenco do longa 'O Mundo dos Mortos' - Foto: Reprodução
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por Zoom Pop

Publicado em 08/07/2026, às 16h22 - Atualizado às 16h26

Após integrar diferentes produções no audiovisual, Diana Deyse celebra mais um trabalho nas telas com o longa-metragem O Mundo dos Mortos. Dirigido e roteirizado por Pedro Tavares, com produção de Cavi Borges, o filme vem percorrendo festivais de cinema e apresenta uma narrativa marcada por reflexões existenciais e uma linguagem poética.

Na trama, ambientada no segundo dia após a morte de Cristo, humanos, anjos e demônios questionam o futuro da existência enquanto vagam por uma Terra abandonada. À medida que o retorno do Messias se aproxima, um exorcismo existencial ganha força e conduz a história por diferentes camadas de significado.

No longa, Diana interpreta Marcelly, personagem que, segundo a atriz, exerce um papel simbólico dentro da narrativa.

“A Marcelly é uma personagem muito simbólica. Ela atravessa o filme carregando reflexões profundas e, em vários momentos, parece ser uma voz de acolhimento, mas também de questionamento, alguém que provoca os outros personagens a enxergarem além daquilo que está diante dos olhos”, afirma.

A atriz conta que o convite chamou sua atenção justamente pela proposta da obra, que se distancia do cinema mais convencional e aposta na força da palavra como elemento central da narrativa.

“O que mais me chamou a atenção foi justamente essa complexidade, não só da Marcelly, mas do filme como um todo. É uma obra que foge um pouco da lógica do cinema mais realista e aposta muito na força da palavra. É um filme em que o texto tem um peso muito grande, em que cada fala é quase uma poesia e convida o espectador a refletir sobre os significados por trás das palavras”, diz.

Para Diana, interpretar Marcelly representou um dos maiores desafios de sua carreira. A construção da personagem exigiu um trabalho baseado na presença cênica, nas intenções e nos significados contidos em cada diálogo.

“A Marcelly foi, sem dúvida, um dos papéis mais desafiadores da minha trajetória. Ela trabalha muito mais com a presença, o silêncio, a intenção e a força das palavras do que com emoções explícitas. Foi um exercício de confiar no texto e no subtexto, entendendo que cada fala carrega muitos significados. Esse processo ampliou muito o meu olhar como atriz e me proporcionou uma experiência artística extremamente rica”, destaca.

Com o filme em circulação por festivais, a atriz comemora a oportunidade de ver a produção alcançar diferentes públicos.

“É muito gratificante ver o filme chegando aos festivais, porque esse é um projeto feito com muita dedicação e coragem artística. Acompanhar esse percurso é perceber que a obra está encontrando diferentes públicos e despertando interpretações diversas, o que combina muito com a proposta do filme", diz Diana.

"Acho muito bonito ver como um filme tão diferente, que foge do convencional e propõe tantas reflexões, vem sendo tão bem recebido. É incrível acompanhar as pessoas abraçando essa proposta e se permitindo viver essa experiência”, finaliza.