Robson Gimenes, CEO do Shield Bank, analisa como artistas e influenciadores transformaram fama em negócios milionários

por Brenno
Publicado em 11/06/2026, às 08h52
A relação entre fama e dinheiro nunca esteve tão exposta quanto nos últimos anos. Em meio ao crescimento da influência digital, da monetização das redes sociais e da transformação do entretenimento em um mercado multimilionário, artistas passaram a lidar não apenas com visibilidade, mas também com decisões financeiras cada vez mais complexas. Para Robson Gimenes, CEO do Shield Bank, inteligência financeira se tornou uma necessidade urgente dentro do universo artístico.
Segundo o executivo, muitos artistas vivem hoje uma realidade empresarial sem necessariamente terem sido preparados para isso. Shows, publicidade, plataformas digitais, licenciamentos, marcas próprias, investimentos e contratos internacionais passaram a fazer parte da rotina de influenciadores, cantores, atletas e personalidades da mídia.
“O artista moderno virou uma empresa. Hoje existe um faturamento alto, exposição constante, contratos complexos e uma velocidade financeira muito maior do que existia anos atrás. Sem inteligência financeira, muitos acabam perdendo patrimônio mesmo vivendo momentos de enorme sucesso”, afirma Robson Gimenes.
Nos bastidores da indústria do entretenimento, especialistas apontam que a falta de planejamento financeiro continua sendo uma das maiores causas de crises envolvendo celebridades. Casos de endividamento, perda patrimonial e problemas fiscais seguem acontecendo mesmo entre nomes extremamente populares.
O próprio mercado brasileiro já acompanha diferentes histórias de artistas que precisaram reorganizar a vida financeira após períodos de grande exposição. Cantores, jogadores de futebol, influenciadores digitais e ex-participantes de reality shows frequentemente transformam momentos de alta visibilidade em negócios milionários, mas também enfrentam riscos ligados à administração acelerada do dinheiro.
Ao mesmo tempo, nomes como Virginia Fonseca, Anitta e Neymar ajudaram a fortalecer uma nova visão de mercado ao ampliarem investimentos em empresas, marcas próprias, publicidade, licenciamentos e participação societária em negócios. A movimentação acompanha uma tendência internacional onde celebridades deixaram de depender exclusivamente da carreira artística para construir patrimônio.
Para Robson Gimenes, existe ainda um fator emocional que torna o ambiente artístico financeiramente mais vulnerável.
“O entretenimento trabalha muito com imediatismo. O sucesso pode crescer muito rápido e isso cria uma falsa sensação de estabilidade permanente. Inteligência financeira é justamente conseguir transformar o pico de faturamento em construção patrimonial de longo prazo”, analisa.
O CEO também destaca que muitos artistas passaram a enxergar a própria imagem como ativo financeiro. Marcas pessoais, posicionamento digital e presença nas redes deixaram de ser apenas ferramentas de divulgação e passaram a impactar diretamente contratos, faturamento e oportunidades comerciais.
Nos últimos anos, o mercado brasileiro também acompanhou um movimento crescente de artistas investindo em franquias, mercado imobiliário, agronegócio, tecnologia e empresas próprias. A mudança fez com que muitos famosos passassem a atuar como empresários paralelamente à carreira pública.
“Existe uma diferença muito grande entre ganhar dinheiro e construir patrimônio. Muitos artistas conseguem faturar milhões, mas poucos conseguem estruturar proteção financeira, previsibilidade e legado”, explica Robson Gimenes.
Dentro desse cenário, a inteligência financeira deixou de ser vista apenas como organização de gastos e passou a envolver gestão de carreira, proteção patrimonial, planejamento tributário, investimentos e sustentabilidade financeira em um mercado conhecido pela instabilidade.
Para o executivo, o crescimento da cultura empreendedora entre artistas mostra uma transformação importante no entretenimento brasileiro.
“Hoje o público acompanha não apenas a carreira artística, mas também as decisões empresariais dessas figuras públicas. O artista virou marca, negócio e influência econômica ao mesmo tempo”, conclui Robson Gimenes.
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