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Relatos de Bianca Andrade e Giovanna Ewbank ampliam debate sobre diástase; entenda o caso

A exposição do tema nas redes sociais tem despertado a atenção de mulheres que passam pela mesma situação

Relatos de Bianca Andrade e Giovanna Ewbank ampliam debate sobre diástase; entenda o caso - Reprodução Instagram
Relatos de Bianca Andrade e Giovanna Ewbank ampliam debate sobre diástase; entenda o caso - Reprodução Instagram
Mundo Pop

por Mundo Pop

Publicado em 09/02/2026, às 04h42

Cada vez mais presentes nas redes sociais, relatos de famosas sobre maternidade têm ajudado a trazer à tona temas que, por muito tempo, ficaram restritos aos consultórios médicos. Bianca Andrade e Giovanna Ewbank estão entre as celebridades que já falaram abertamente sobre a diástase abdominal, condição caracterizada pelo afastamento dos músculos retos do abdômen e que afeta milhões de mulheres, especialmente durante e após a gestação.
Ao dividir suas experiências pessoais, essas figuras públicas — acompanhadas também por nomes como Viih Tube, Sandy, Lore Improta, Thaís Fersoza, Thaeme e Sheila Mello — ajudam a romper estigmas e a normalizar um quadro comum, mas ainda cercado de desinformação. A exposição do tema nas redes sociais tem despertado a atenção de mulheres que passam pela mesma situação e, muitas vezes, não sabem identificar os sinais ou buscar orientação adequada.
Segundo a fisioterapeuta Carine Trindade, especialista em diástase há 17 anos e criadora do método Diástase Reset, a visibilidade gerada por mulheres conhecidas cumpre um papel fundamental no processo de conscientização. “Quando famosas compartilham suas vivências, milhares de mulheres se sentem acolhidas. A diástase não é sinônimo de falha ou descuido. Trata-se de uma condição comum, que pode ser tratada com informação correta e acompanhamento especializado”, explica.
Estudos científicos indicam também que a prevalência da diástase pode chegar a 100% durante a gestação, já que o afastamento muscular é um processo fisiológico natural para acomodar o crescimento do bebê. 
No período pós-parto, mais de 60% das mulheres apresentam algum grau de afastamento abdominal. Embora esse índice tenda a diminuir ao longo do primeiro ano, muitas continuam convivendo com a condição meses após o nascimento do filho.
A literatura científica também aponta que a diástase não se limita ao puerpério. Pesquisas com tomografia computadorizada em populações adultas mostram que cerca de 28% das mulheres podem apresentar o afastamento mesmo fora do contexto da gravidez, influenciado por fatores como idade, índice de massa corporal e histórico gestacional.

Carine Trindade destaca ainda que a conscientização precoce é essencial para evitar intervenções desnecessárias. “Com orientação adequada, muitas mulheres conseguem recuperar a função abdominal, reduzir dores e desconfortos e resgatar a confiança no próprio corpo. Em muitos casos, o tratamento pode ser realizado sem métodos invasivos, como cirurgias”, finaliza.