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Pastor relembra falas polêmicas de Claudia Leitte e rebate: “Fé pessoal não deve apagar raízes culturais”

Luciano Alves defendeu a pessoalidade na religião e repreendeu a atitude da cantora

Pastor Luciano Alves relembra falas polêmicas de Claudia Leitte - Reprodução Instagram / TV Globo
Pastor Luciano Alves relembra falas polêmicas de Claudia Leitte - Reprodução Instagram / TV Globo
Mundo Pop

por Mundo Pop

Publicado em 23/04/2025, às 18h38

A cantora Claudia Leitte se viu no centro de uma controvérsia ao modificar a letra da canção "Caranguejo", originalmente interpretada por Margareth Menezes, durante uma apresentação recente. A artista substituiu o verso que faz referência a Iemanjá por “meu Rei Yeshua”, o que provocou forte repercussão nas redes sociais e entre entidades culturais.

A mudança gerou acusações de intolerância religiosa e apagamento cultural. Diante da repercussão, o Ministério Público da Bahia instaurou um inquérito civil para apurar a conduta da artista, investigando se houve prática de racismo religioso ao suprimir a citação à divindade das religiões de matriz africana.

O episódio despertou o posicionamento de líderes religiosos e ativistas. Para o pastor Luciano Alves, é preciso cautela ao expressar a fé em espaços públicos, especialmente quando isso impacta símbolos culturais consolidados. “A fé é uma jornada pessoal e deve ser respeitada. No entanto, é essencial que, ao expressarmos nossa espiritualidade, não desconsideremos ou desvalorizemos as raízes culturais que moldaram nossa trajetória. A música, especialmente gêneros como o Axé, carrega em si a história e a identidade de um povo. Alterar suas referências pode ser interpretado como um apagamento dessas raízes.”

Luciano também destacou a necessidade de promover o diálogo entre diferentes crenças. “Vivemos em um país plural, onde diversas manifestações de fé coexistem. É fundamental que haja espaço para todas, sem que uma se sobreponha ou diminua a outra. O respeito às tradições e crenças alheias é um pilar para a convivência harmoniosa.”

O caso segue gerando debates sobre os limites entre a liberdade religiosa e o respeito às tradições culturais brasileiras.