O cinema brasileiro vive uma fase de reconhecimento e projeção inédita, dentro e fora do país, e esse movimento tem sido sentido de forma direta por quem vive da arte. Para Michele Muniz, atriz formada pela Escola Técnica de Atores Ewerton de Castro e pela PUC-SP, o atual cenário reforça o orgulho de produzir cultura no Brasil e amplia as possibilidades profissionais.
“É maravilhoso que os olhos do mundo estejam voltados para o Brasil e para o nosso audiovisual. Sempre vou aplaudir brasileiros que levam nosso cinema e nossa arte para fora. Somos um país que consome a própria cultura e é necessário que o mundo nos conheça, porque produzimos arte com extrema qualidade”, afirma a atriz. Segundo ela, esse momento abre caminhos e permite enxergar a carreira sob novas perspectivas. “Como atriz, enxergo múltiplas possibilidades com esse momento.”
Recentemente, Michele estrelou a comédia “Licença para Enlouquecer”, em cartaz nos cinemas, ao lado de Mônica Carvalho e Danielle Winits. Além de protagonizar o longa, a atriz também assina o roteiro do filme, dirigido por Hsu Chien, no qual interpreta a personagem Léia, reforçando sua atuação múltipla dentro do audiovisual.
“É inspirador. Ver nosso cinema e nossos atores em destaque nos faz acreditar que trabalhar com arte no Brasil tem, de fato, uma direção”, diz Michele. Para ela, o reconhecimento e a visibilidade das produções fortalecem o setor e ampliam as ambições criativas. “A arte é feita para o outro. Entender que nosso trabalho ganha visibilidade, ao mesmo tempo em que vemos nossas produções sendo premiadas, modifica e flexibiliza as realizações cinematográficas no Brasil. Estamos vivendo um momento muito positivo para produzir e realizar.”
Com uma trajetória que passa pelo teatro, cinema e projetos autorais, Michele também destaca o avanço na diversidade de histórias contadas pelo audiovisual nacional. “Com certeza estamos conseguindo contar histórias mais diversas e representativas”, avalia. Filmes como Manas, O Filho de Mil Homens e Ainda Estou Aqui são citados pela atriz como exemplos desse movimento. “São obras que nos conectam com aquilo que temos em comum: a possibilidade de nos enxergarmos como pessoas vulneráveis, vivendo em sociedade, e de entender como a nossa vida particular se reflete no todo.”
Vivendo uma fase intensa de trabalho, Michele Muniz revela estar especialmente motivada com o momento atual. “Estou muito feliz com esse cenário do cinema no Brasil. Estou em uma nova produção no teatro e tenho duas novas produções no audiovisual neste ano”, conta. Sobre os projetos que deseja seguir, ela completa: “Gosto de estar envolvida em histórias que nos façam refletir, que nos provoquem e questionem a nossa existência.”