Crescimento do vídeo digital amplia a demanda por estratégias conectadas à operação, à experiência do cliente e aos resultados empresariais

por Brenno de Souza
Publicado em 25/09/2026, às 16h13
O audiovisual deixou de ocupar apenas o campo da publicidade e passou a participar de decisões relacionadas à gestão, à experiência do cliente, ao treinamento, à reputação e ao posicionamento empresarial. Essa mudança acompanha o crescimento do vídeo digital, que altera a forma como organizações distribuem investimentos, apresentam produtos e mantêm relacionamento com seus públicos.
Nos Estados Unidos, os gastos publicitários com vídeo digital cresceram 18% em 2024, alcançando US$ 64 bilhões, e foram projetados em US$ 72 bilhões para 2025, segundo o Interactive Advertising Bureau. O formato deve concentrar perto de 60% de todo o investimento americano em publicidade para televisão e vídeo, ante 29% em 2020. O avanço financeiro reforça a necessidade de integrar produção audiovisual, estratégia e avaliação de resultados.
O movimento integra uma expansão mais ampla da economia criativa. A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento calculou que as exportações globais de serviços criativos chegaram a US$ 1,4 trilhão em 2022, alta de 29% em relação a 2017. Nos Estados Unidos, atividades artísticas e culturais adicionaram US$ 1,17 trilhão à economia em 2023, o equivalente a 4,2% do Produto Interno Bruto, conforme o Bureau of Economic Analysis.
O aumento do investimento, porém, não elimina uma dificuldade operacional: produzir com frequência não significa comunicar com clareza. A fragmentação entre redes sociais, vídeo, sites, eventos e canais internos exige que empresas coordenem mensagem, identidade visual, ritmo de publicação e indicadores. Sem integração, o volume de peças pode crescer sem gerar compreensão, confiança ou resultado comercial mensurável.
A lacuna pesa especialmente sobre pequenos negócios. Os Estados Unidos reuniram cerca de 34,8 milhões de pequenas empresas em 2024, responsáveis por 45,9% da força de trabalho americana, segundo o Office of Advocacy da Small Business Administration. Muitas não possuem equipe própria para manter produção audiovisual, planejamento editorial e análise de desempenho de forma contínua.
Para o empresário e consultor de comunicação João Rafael Gomes Hazarabedian, com 14 anos de atuação profissional, a resposta passa por aproximar conteúdo e realidade operacional. "O principal objetivo da empresa será ajudar organizações americanas a aprimorar sua capacidade de comunicação, fortalecer sua presença digital e transformar informações complexas em conteúdos acessíveis, estratégicos e capazes de gerar impacto positivo junto a seus públicos", afirma no projeto profissional elaborado para uma futura operação no mercado americano.
João Rafael atua com planejamento, produção audiovisual, direção visual e conteúdo para empresas de segmentos distintos. Sua experiência também inclui gestão administrativa, financeira e comercial, combinação que o levou a tratar comunicação como parte do funcionamento do negócio, e não apenas como etapa promocional. O trabalho abrange definição de conceitos, produção de fotos e vídeos, relacionamento com clientes e desenvolvimento de conteúdo para plataformas digitais.
Um resultado recente aparece na Kolmeia Kids, operação de entretenimento infantil criada em outubro de 2024. Sob administração da JT 24 Entretenimento, da qual João Rafael é sócio único e administrador, o negócio começou no Shopping Nova América e abriu mais três unidades até dezembro de 2025, em Madureira, no Carioca Shopping e no Norte Shopping. Além da gestão operacional e financeira, ele responde pelo planejamento e pela publicação de conteúdo nas redes sociais.
A abertura de quatro unidades em pouco mais de um ano constitui o principal indicador objetivo de expansão apresentado em sua trajetória recente. Embora o crescimento resulte de diferentes fatores comerciais e operacionais, o caso mostra a aplicação conjunta de gestão, posicionamento digital e comunicação em um negócio cuja decisão de compra depende da confiança das famílias e da experiência oferecida no espaço físico.
Essa integração também orienta sua leitura sobre o mercado. "Atualmente, empresas de todos os portes enfrentam desafios significativos relacionados à produção contínua de conteúdo de qualidade, à adaptação às rápidas mudanças do ambiente digital e à necessidade de manter comunicação eficiente em múltiplas plataformas simultaneamente", escreveu Hazarabedian. Para ele, terceirizar competências especializadas pode ser uma alternativa às estruturas internas de maior custo, principalmente para organizações em processo de transformação digital.
O avanço do audiovisual aumenta ainda a pressão por mensuração. Alcance e visualização ajudam a observar a distribuição, mas não demonstram, isoladamente, confiança, reputação ou conversão. A análise precisa relacionar cada conteúdo ao público pretendido, ao estágio da jornada, ao tipo de resposta esperado e aos resultados que a organização efetivamente consegue acompanhar.
João Rafael reuniu toda essa vivência entre a Gestão Empresarial e o Audiovisual e agora projeta estabelecer na Flórida uma consultoria de comunicação estratégica, produção audiovisual corporativa, inteligência de conteúdo digital e cobertura de eventos empresariais e institucionais. A proposta pretende atender organizações que não dispõem de equipes internas especializadas, oferecendo uma estrutura integrada para tornar mensagens mais claras, ampliar a presença digital e apoiar o relacionamento com clientes, colaboradores, investidores e comunidades.
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