MUNDO POP » SAIBA MAIS!

Blefaroplastia não é cirurgia simples, alerta Dr. Jerrar Xavier

Procedimento popular no Brasil envolve estruturas essenciais da visão e da expressão facial.

Dr. Jerrar Xavier - Reprodução Instagram
Dr. Jerrar Xavier - Reprodução Instagram
Mundo Pop

por Mundo Pop

Publicado em 05/02/2026, às 17h00

Popularizada como uma solução rápida para rejuvenescer o olhar, a blefaroplastia, cirurgia das pálpebras, figura entre os procedimentos mais realizados no Brasil. O aumento da procura, porém, vem acompanhado de um alerta recorrente entre especialistas. Apesar da aparência simples, trata-se de uma intervenção que envolve estruturas fundamentais para a proteção dos olhos, a visão e a harmonia facial.
Segundo o oftalmologista e cirurgião plástico ocular Dr. Jerrar Xavier, a blefaroplastia não deve ser tratada como um procedimento meramente estético. Em muitos pacientes, o excesso de pele nas pálpebras superiores pode comprometer o campo visual, provocar sensação constante de peso ocular e gerar fadiga ao longo do dia. Já nas pálpebras inferiores, bolsas de gordura e flacidez alteram a expressão facial e transmitem um aspecto permanente de cansaço.
“A indicação precisa ser individual. A cirurgia só deve ser realizada quando há benefício claro, seja funcional, estético ou ambos”, afirma o médico.
Embora frequentemente associada ao rejuvenescimento, a blefaroplastia pode trazer ganhos objetivos de qualidade de vida. Em casos de limitação do campo visual ou desconforto ocular, o procedimento pode melhorar o desempenho em atividades cotidianas, como leitura e direção, além de reduzir o esforço visual.
“O resultado estético costuma ser consequência de uma indicação correta e de um planejamento adequado”, explica.
Antes da decisão cirúrgica, especialistas recomendam uma avaliação clínica detalhada. A consulta pré-operatória inclui análise da anatomia ocular, exame funcional e alinhamento realista das expectativas do paciente. O objetivo é reduzir riscos, evitar frustrações e aumentar a previsibilidade do resultado.
“O paciente precisa compreender o que pode ser corrigido, quais são os limites do procedimento e como será o pós-operatório. Informação clara faz parte da segurança”, destaca.
A formação do cirurgião é considerada um dos pontos centrais no sucesso da blefaroplastia. O procedimento envolve pele, músculos, gordura e os mecanismos responsáveis pelo fechamento e pela proteção dos olhos. Quando realizado sem conhecimento aprofundado da anatomia ocular, os riscos deixam de ser apenas estéticos.
“Uma execução inadequada pode comprometer a função ocular. Não é um detalhe”, alerta o especialista.
Na maioria dos casos, a cirurgia é realizada com anestesia local e sedação, dura entre uma e duas horas e permite alta no mesmo dia. Inchaço e pequenos hematomas são comuns nos primeiros dias e tendem a regredir gradualmente, desde que as orientações médicas sejam seguidas corretamente.
Embora o envelhecimento continue ao longo dos anos, a blefaroplastia oferece um rejuvenescimento duradouro quando bem indicada e executada. Para o médico, o principal erro é tratar o procedimento como algo trivial.
Mais do que estética, a cirurgia das pálpebras envolve função, precisão técnica e responsabilidade médica. Fatores que devem pesar na decisão do paciente.